Criança de oito anos é presa por blasfêmia e pode ser condenada à morte no Paquistão
Um menino de oito anos se tornou a pessoa mais nova a ser presa pela polícia do Paquistão pelo crime de blasfêmia no país, passível de pena de morte, por suspeita de urinar no chão de uma biblioteca mulçulmana. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a criança foi presa porque teria urinado propositalmente no carpete de uma madraça, um tipo de escola onde livros religiosos são guardados. Ele passou cinco dias detido até a família pagar fiança e ele ser solto para aguardar julgamento. A liberação do menino, que seria da religião hindu, causou revolta em muçulmanos, que fizeram um ataque em massa a um templo da religião, um crime que terminou com 20 pessoas presas.
O primeiro-ministro do país, Imran Khan, condenou o ataque nas redes sociais, afirmou que convocou a polícia para controlar os ânimos na região, evitar novos ataques e prometeu revitalizar o espaço atacado. Pelo menos outras 50 pessoas são investigadas por suspeita de envolvimento com o ataque ao templo hindu. Ativistas de direitos humanos defendem que o menino não tinha noção do que estava fazendo e nem ao menos entende a “rivalidade” entre as religiões. As crenças convivem pacificamente no país, mas ataques recentes foram registrados contra a população hindu no Paquistão.
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