Braga Netto diz que golpe de 1964 deve ser celebrado em ‘contexto histórico’
No primeiro ato como novo ministro da Defesa, o general Walter Braga Netto defendeu a importância do golpe militar de 1964. Em ordem do dia, mensagem aos quartéis, ele afirmou que o golpe como parte da “trajetória histórica do país deve ser compreendido e celebrado”. O golpe, que completa 57 anos, deve ser analisado, ainda segundo o governo, como um processo histórico a partir do contexto da época em um momento, segundo Braga Neto, que as “Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos.”
Ainda segundo a mensagem, Marinha, Exercício e a Aeronáutica acompanham as mudanças conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre os poderes preservarão a paz e a estabilidade no nosso país. No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro classificou a data como dia da liberdade. E desde que assumiu tem incentivado comemorações nos quartéis. Neste ano, a data ficará marcada pelas mudanças anunciadas pelo presidente no comando militar. Depois de ter demitido na segunda-feira, 29, o ministro da Defesa Fernando Azevedo, o chefe do Executivo também determinou a substituição dos três comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. A mudança significativa nas Forças Armadas, nesse momento de crise sanitária, acendeu sinal de alerta em Brasília. A grande reclamação é com o fato do presidente procurar demonstrações públicas de apoio dos comandantes militares que, até então, vinham evitado, resistindo, à politização nos quartéis.
[jp-related-posts ids=”1071335,1071220,1070987″]
No Congresso Nacional, a movimentação tem sido cuidadosamente acompanhada. O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, no entanto, evitou polemizar, afirmando que as substituições são normais e que não é hora de especulação. Pacheco disse ainda que a obrigação dele é acreditar e confiar que se trata apenas de um rearranjo dentro do governo. “As Forças Armadas, que têm um compromisso constitucional de não promover a guerra, mas de garantir a paz. Esse é o compromisso das Forças Armadas. Temos plena e absoluta confiança nisso, nesse amadurecimento civilizatório do Brasil, de preservação absoluta do Estado Democrático de Direito, do qual fazem parte as Forças Armadas”, disse. O deputado general Girão minimizou as polêmicas. Ele classificou as mudanças como normais e disse que o problema é que, atualmente, existe uma guerra política no país. “Ministro da Defesa é muito importante, é o mantenedor da garantia de que teremos soberania, teremos paz em nosso território nacional.”
*Com informações da repórter Luciana Verdolin
Assuntos
continue lendo
Notícias
Ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini é candidato ao governo do ES
Iniciou sua trajetória eletiva ao ser eleito deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) durante as eleições de 2018
- Estreante, conheça a médica Natasha Slhessarenko que disputa governo de MT e realizou o sonho da mãe Sarah Américo · há 3 semanas
- Medalista olímpica, Leila do Vôlei tenta reeleição ao Senado pelo DF Júlia Lara · há 1 mês
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 1 mês
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 1 mês