Na véspera de votação decisiva, Trump e Biden fazem comícios na Geórgia
Eleitores da Geórgia voltam nesta terça-feira, 5, às urnas para a votação mais importante dos Estados Unidos, que vai definir qual partido terá maioria no Senado. Dos 98 senadores já eleitos, 50 são republicanos e 48 são democratas. Caso os dois candidatos de Joe Biden vençam, o partido alcançará as 50 cadeiras e a vice-presidente eleita, Kamala Harris, atuará como o voto de minerva nas decisões facilitando a governabilidade do novo presidente.
O jornalista americano Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, publicação que trata da política e economia no continente lembra que um Senado liderado por republicanos complicaria a capacidade de Joe Biden de aprovar leis e direcionar as prioridades políticas. “O Congresso tem muito poder nos Estados Unidos e grande parte da agenda de Biden tem que passar pelo Senado. Se acaba nas mãos do partido republicano, vai ficar muito atrapalhada.”
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Na véspera do segundo turno, o atual presidente norte-americano, Donald Trump, e seu sucessor no cargo, Joe Biden, estiveram na Geórgia em um último esforço para influenciar o resultado. Em Atlanta, Joe Biden afirmou que os senadores americanos devem ser fiéis à Constituição. A visita ocorreu um dia após a divulgação de um telefonema de Trump em que ele pressiona autoridades da Geórgia para mudar o resultado da eleição presidencial. No discurso, Biden não fez uma menção direta ao caso, porém afirmou que o “poder é dado pelo povo e não pode ser tomado por nenhum político”.
Nesta segunda-feira, 4, executivos de grandes empresas americanas assinaram uma carta pública para pedir ao Congresso dos Estados Unidos que certifique a vitória de Joe Biden. Em um evento na cidade de Dalton na noite de ontem, Trump voltou a insistir que não há possibilidade de o partido republicano ter perdido no estado. Diversos protestos estão marcados para esta semana contra a formalização no Congresso da derrota de Trump nas urnas e centenas de homens da Guarda Nacional foram convocados para ajudar a manter a ordem. Para conter tumultos, autoridades municipais de Washington alertaram que “qualquer um que provocar violência será preso”.
*Com informações da repórter Letícia Santini
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Eliseu Caetano
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