Idosa com suspeita de Covid-19 espera resultado do exame há uma semana
Na semana passada, a babá Guilhermina de Fátima Santos, de 64 anos, começou a apresentar sintomas de gripe, mas, para evitar a exposição em hospitais, optou por tratar com dipirona e ingestão de líquidos. Com a permanência dos sinais e duas pessoas na mesma casa diagnosticadas com coronavírus, a filha dela, Camila Lima, achou melhor procurar atendimento no Hospital M’Boi Mirim. Os médicos deram dipirona, fizeram exame PCR e a liberaram, com afastamento de 10 dias e mais receita do analgésico.
Na última quarta-feira, Camila e Guilhermina voltaram ao hospital do M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo. Elas chegaram na instituição por volta das 15h, mas só foram atendidas as 19h30min. A idosa já estava fraca e desidratada. Camila conta que a mãe começou a tomar remédios contra coronavírus por conta própria. “Ela super debilitada e ninguém tinha respostas de quando iriam atendê-la. Comecei a fazer um certo tumulto na recepção, até que falaram que só tinha uma médica fazendo as internações”, conta. “Minha mãe não foi medicada, só teve o pré-diagnóstico, e o médico disse que era pra ela ficar aguardando a ligação. Se eu tivesse feito o que ele me pediu, nem sei se minha mãe estaria viva”, afirma a jovem.
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Só depois da segunda passagem pelo Pronto-Socorro do M’Boi Mirim, Guilhermina recebeu receita de um coquetel para tratamento de coronavírus. Ela está se alimentando melhor, mas o resultado — prometido pela equipe de saúde para quarta-feira — ainda não saiu. Questionada sobre a demora nos resultados, a secretaria de Saúde da cidade de São Paulo não respondeu e informou que o exame de Guilhermina foi encaminhado para o Instituto Adolfo Lutz. Em nota, a Pasta afirmou que a idosa “recebeu triagem em tempo apropriado” nas duas passagens pelo Hospital M’Boi Mirim e que a instituição não fez o exame de coronavírus com a Camila por ela não apresentar sintomas. A jovem pagou R$ 140 na rede privada para fazer um teste sorológico e também aguarda o resultado.
O caso de Guilhermina acontece na semana em que a cidade e o Estado de São Paulo apresentaram piora nos indicadores da pandemia. O governo estadual admitiu alta de 18% nas internações em todo o sistema de saúde e proibiu a desmobilização de leitos e agendamentos de cirurgias eletivas. Nesta sexta-feira, o estado chegou a 1 milhão 200 mil 348 casos confirmados e 41 mil 179 mortes pela Covid-19.
* Com informações da repórter Nanny Cox
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