Austrália admite ter executado ilegalmente 39 civis no Afeganistão
Nesta quinta-feira, 19, a Austrália reconheceu a existência de provas de que as forças especiais do país executaram ilegalmente pelo menos 39 civis no Afeganistão. Segundo o general Angus Campbell, principal autoridade militar do país, a longa investigação à respeito do assunto concluiu que algumas dessas pessoas, que não eram combatentes, foram mortas durante uma prática conhecida como “sangramento”, em que os novos membros da patrulha são forçados a atirar em prisioneiros para cometer seu primeiro assassinato. Em nome da Força de Defesa australiana, Campbell pediu desculpas ao povo afegão “por quaisquer atos repreensíveis por parte dos soldados australianos” e admitiu que “algumas patrulhas ignoraram a lei, regras foram quebradas, histórias foram inventadas, mentiras foram contadas e prisioneiros foram mortos”. O general recomendou a abertura de um julgamento de crimes de guerra e pediu a revogação de algumas medalhas concedidas aos 25 membros das forças especiais que estão sendo acusados de terem assassinado esses 39 cidadãos afegãos.
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Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a Austrália enviou mais de 26 mil soldados para lutarem ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão, com o objetivo de combater o Talibã, a Al Qaeda e outros grupos radicais islâmicos. As tropas australianas deixaram o país em 2013, mas desde então vieram à tona relatos brutais sobre a conduta desses militares no país em relação a adultos e crianças desarmados. Em 2016, um inquérito foi aberto para apurar esses fatos. Agora, as denúncias recaem principalmente sobre o ex-militar Benjamin Robert que, segundo os seus próprios colegas, tratava prisioneiros de forma desleal e estava envolvido nas execuções ilegais.
*Com informações de agências internacionais
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