Morte de ex-diretor da Polícia Civil pode estar ligada a denúncia de fraude milionária em Praia Grande
A principal linha de investigação sobre o assassinato do ex-diretor-geral da Polícia Civil de São Paulo, Rui Ferraz Fontes, aponta que ele havia preparado um dossiê com denúncias de irregularidades em contratos de licitação da Prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário de Administração. O documento, que seria entregue ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), denunciava supostas fraudes em um contrato de R 24,8 milhões para a implantação de um sistema de videomonitoramento e Wi-Fi no município.
Fontes foi executado com tiros de fuzil no dia 15 de setembro deste ano, em Praia Grande. De acordo com fontes da investigação, o crime teria sido encomendado após a descoberta de um esquema de corrupção ligado ao processo licitatório, supostamente controlado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Cinco suspeitos já foram presos: Dahesly Oliveira Pires, 25 anos; William Silva Marques, 36; Luiz Henrique Batista, 38, conhecido como “Fofão”; Rafael Marcel Dias Simões, 42, o “Jaguar”; e Felipe Avelino da Silva, 33, apelidado de “Mascherano”. Outros três seguem foragidos: Flavio Henrique Ferreira de Souza, Luiz Antônio Rodrigues de Miranda e Humberto Alberto Gomes. Um quarto suspeito foi morto em confronto com policiais em São José dos Pinhais (PR), no fim de setembro.
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As investigações, conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), apontam que a motivação do crime está ligada à atuação de Rui Ferraz Fontes como secretário municipal, e não à sua antiga função na Polícia Civil. A hipótese de vingança por ações passadas enquanto delegado está praticamente descartada pelos investigadores. A morte do ex-delegado levanta novamente o alerta sobre o envolvimento de facções criminosas em contratos públicos e a necessidade de maior fiscalização sobre processos de licitação em todo o país.
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David de Tarso
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