Irã quebra pacto nuclear e produz quantidade superior de urânio
Segundo o último relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), o Irã está produzindo urânio enriquecido em quantidades superiores às estabelecidas pelo acordo nuclear de 2015, do qual os Estados Unidos fazem parte. No último trimestre, o país do Oriente Médio acrescentou 337,5 quilos às suas reservas, sendo o que o limite máximo permitido é de 300. Os inspetores também destacam que, em fevereiro de 2019, partículas de urânio foram detectadas em um local para experimentos atômicos que não tinha sido declarado à Organização das Nações Unidas (ONU). As justificativas que o Irã deu até o momento para a presença dessas partículas têm sido insatisfatórias e implausíveis para a AEIA, que pediu uma nova explicação “rápida e completa” para evitar “preocupações” sobre a veracidade das declarações do país sobre suas atividades nucleares.
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O objetivo do acordo nuclear de 2015 é impedir que a república islâmica produza uma bomba nuclear a curto prazo. A contrapartida era que os Estados Unidos e outras potências mundiais não fizessem sanções contra o Irã. No entanto, o governo de Donald Trump abandonou o acordo em 2018 e impôs embargos ao país do Oriente Médio, inclusive no setor petroleiro. Em resposta, o país tem produzido urânio de maior enriquecimento desde o ano passado. As relações diplomáticas entre as nações estão em crescente tensão. No último dia 5, o presidente do Irã, Hassan Rohani disse em tom ameaçador que “o próximo governo americano se renderá perante a nação iraniana e não terá outra opção”, não importando se o vencedor for Trump ou Joe Biden.
*Com informações da EFE
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