China sanciona empresas dos EUA ligadas à venda de armas para Taiwan
A China impôs sanções a empresas norte-americanas que teriam feito um pré-acordo de venda de armas para Taiwan. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (26) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, que apontou a Lockheed Martin, a Boeing Defense e a Raytheon como as companhias sancionadas. Esta seria a segunda vez que o governo chinês impõe bloqueios à empresa armamentista Lockheed Martin. No entanto, o jornal chinês Global Times afirmou que a medida também deverá atingir outras organizações pelo mesmo motivo.
Na semana passada, os Estados Unidos confirmaram que tinham a intenção de vender três lotes de armas, que incluíam mísseis e lançadores rápidos, para Taiwan. Segundo a Agência de Cooperação em Segurança de Defesa dos EUA, o objetivo é “respaldar os contínuos esforços de Taiwan para modernizar as Forças Armadas e manter a capacidade defensiva e ajudar a manter a estabilidade política e o equilíbrio militar da região”. Para ser concretizada, a venda de US$ 1,8 bilhão ainda deve ser aprovada pelo congresso norte-americano e pelo legislativo taiwanês.
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Ao tomar conhecimento dessa transação, o presidente da China, Xi Jinping, ordenou que as tropas do país se mantenham “prontas para o combate”. Na última sexta-feira (23), ele também insinuou que o país não se curvaria diante dos Estados Unidos. Segundo o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, o governo chinês vem militarizando a costa sudeste para se preparar “para uma possível invasão”. Taiwan se considera um território soberano com governo e sistema político próprio. Já a China a considera uma província rebelde e insiste que volte a ser o que chama de “pátria comum”. O conflito tem origem na guerra civil entre nacionalistas e comunistas, em 1949.
*Com informações da EFE
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