‘Não houve desmonte ambiental, nós herdamos’, diz Salles
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está em audiência pública virtual no Supremo Tribunal Federal (STF) para explicar a suspensão do Fundo Amazônia. Durante sua fala de 20 minutos, o ministro defendeu as acusações feitas pela ação movida por partidos da oposição e defendeu a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). “Não houve desmonte ambiental. Nós herdemos o desmonte ambiental que veio de gestões anteriores”, defendeu Salles. O general de brigada José Eduardo Leal de Oliveira, sub-chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, falou antes do ministro e trouxe dados sobre a Operação Verde Brasil. Em um dos gráficos, o general aponta que o ano 2020 não ultrapassou a média histórica de focos de calor registrados na Amazônia. O governo federal, no entanto, tem sido criticado internacionalmente pelas altas taxas de queimada na Amazônia e no Pantanal. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados na quinta-feira, 22, a quantidade de focos de calor na região já ultrapassou o valor registrado em todo o ano de 2019.

Gráfico apresentado pelo general Leal durante audiência pública do Fundo Amazônia Foto: Reprodução
“Nós, o governo federal, já em janeiro de 2019 havíamos recebido os órgãos ambientais com 50% de déficit de pessoal, graves problemas orçamentários e uma desestruturação em termos de planejamento futuro”, justificou Salles. “Por tanto, ao contrário do que provavelmente dito pelos partidos que ajuizaram essa ação, não houve desmonte ambiental. Nós herdemos o desmonte ambiental que veio de gestões anteriores”, declarou o ministro. Em seguida, Salles parabenizou a GLO. “Operação de Garantia da Lei e da Ordem vem sendo bem-sucedida, reduziu as queimadas nos meses que atuou para os menores patamares dos últimos 20 anos. E nesse ano, como mostrou muito bem o general Leal, vem reduzindo a curva de desmatamento.”
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