Marcos Pontes nomeia novo diretor do Inpe
O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, formalizou nesta sexta-feira, 2, a indicação do novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e traz o nome de engenheiro eletricista Clezio Marcos de Nardin para o cargo. Nadir ocupava, até o momento, a posição de de coordenador-geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas do próprio instituto e vice-presidente da Latinamerican Association of Space Geophysics (ALAGE). Ele é um dos criadores do programa de monitoramento do clima espacial do instituto.
Clezio Marcos de Nardin é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e de Doutor em Geofísica Espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe). Ele foi gerente geral do Programa Embrace, o Centro de Previsão de Clima Espacial do Brasil, entre 2012 e 2018, foi presidente da Sociedade Brasileira de Geofísica Espacial e Aeronomia (SBGEA) entre 2013 e 2016 e vice-diretor do International Space Environment Service (ISES), organismo internacional dedicado ao Clima Espacial, entre 2016 e 2019. Entre suas conquistas, citadas pelo próprio Nardin em seu curriculum Lattes, estão 13 prêmios científicos como autor e orientador de trabalhos, cerca de 79 artigos publicadores em revistas internacionais e 13 palestras de divulgação científica ministradas.
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O posto de diretor do Inpe estava ocupado desde o ano passado pelo militar Darcton Policarpo Damião. Ele assumiu o cargo após o então diretor, o físico Ricardo Galvão, ser exonerado pelo governo. Na ocasião, o ministro Marcos Pontes chegou a afirmar que o ex-diretor Ricardo Galvão havia sido exonerado “por quebra de confiança”. De acordo com Pontes, após os dados do instituto se tornarem o centro de debate internacional sobre desmatamento na Amazônia, o ex-diretor teria tratado o assunto diretamente com o presidente Jair Bolsonaro, sem envolver o ministério. A situação teria gerado uma situação “desconfortável”. “Durante o período da crise, ele deveria ter vindo até mim para conversar. Em vez disso, foi diretamente ao presidente. É difícil gerenciar institutos cujos diretores podem te “bypassar” [contornar, passar por cima]. Eu tenho que estar sabendo”, explicou na ocasião.
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