Petro diz que processará Noboa por calúnia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse neste domingo (19) que processará o chefe de Estado do Equador, Daniel Noboa, por calúnia.
Em entrevista à Revista Semana, o equatoriano disse que, na sua posse, em maio de 2025, o colombiano esteve com integrantes do movimento esquerdista Revolución Ciudadana. Segundo Noboa, o grupo teria vínculos com o líder da facção Los Choneros, Adolfo Macías, conhecido como Fito.
Petro afirmou que foi acompanhado pelo exército equatoriano e por sua escolta da força pública colombiana quando esteve no país vizinho.
“Além deles, há outras testemunhas do lugar onde fiquei terminando meu livro. Não sei se ir a algum lugar do Equador implica a suspeita de contatos obscuros“, argumentou Petro.
O presidente colombiano disse que Noboa o “tratou com desdém” por pedir liberdade de Jorge Glas, ex-presidente do Equador e condenado por envolvimento no caso da Odebrecht. Petro ainda anunciou que publicará “lista de equatorianos extraditados” por ele “a diferentes países e capturados na Colômbia”.
Desavenças entre Petro e Noboa
Este é mais um dos episódios da disputa entre os dois mandatários, que mergulhou Colômbia e Equador em uma guerra comercial. Em janeiro, Noboa impôs unilateralmente uma tarifa sobre as importações colombianas, alegando falta de controle na fronteira comum.
A Colômbia respondeu também com impostos e a suspensão da venda de energia, enquanto o Equador elevou progressivamente a tarifa de 30% para 50% e, finalmente, para 100%. Esta última passará a valer em maio.
A tensão na relação bilateral também se agravou depois que Petro chamou Glas de “preso político”, a quem concedeu nacionalidade colombiana.
Noboa rejeitou a classificação que, segundo ele, atenta contra a soberania do país, e convocou para consultas seu embaixador em Bogotá. A Colômbia adotou, posteriormente, a mesma medida.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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