Fundador do MBL nega ligação de empresários presos com o grupo: ‘Grande armação’
Empresários ligados ao MBL foram presos, nesta sexta-feira, em ação do MP-SP que apura investigação de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, com movimentações superiores a 400 milhões de reais e doações de forma suspeita por meio de bitcoins. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Bragança e na capital, no bairro da Vila Mariana. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Tiago Pavinatto, um dos fundadores do MBL, negou qualquer ligação dos presos Alessander Mônaco Ferreira e Luciano Ayan com o grupo. “Ver a notícia de que dois membros do MBL haviam sido presos nos pegou de surpresa. Foi uma grande armação. Queria saber quem passou essa informação para a imprensa. Me preocupa muito se alguém da Polícia Civil passou para imprensa esses dados. É um absurdo total.”
“Nenhum dos dois foi integrante do MBL. Mônaco Ferreira era um doador recorrente. Fazemos live diárias e as pessoas costumam doar pelo superchat do YouTube ele fazia isso com frequência. Não há nada mascarado, todo mundo que assiste pode ver. O Ayan nunca fez parte do movimento, ele esteve em transmissão como especialista em seita política. Mas nenhum ocupou cargo ou foi membro estadual ou seja lá o que for”, defendeu Pavinatto.
Segundo o fundador, o empresário Luciano Ayan tem usado as suas redes sociais para pedir desculpas por ter ajudado o MBL. “Se ele atuou de alguma forma para espalhar fake news foi para o Bolsonaro, não para o MBL. Nunca prestou serviço para o MBL ele só apareceu em alguma transmissão. Ele era um doador muito generoso, chegou a doar 5 mil reais, não tenho dados em mãos agora”, disse Pavinatto.
Questionado sobre a existência da suposta quantia de 400 milhões de reais que consta na investigação do MP, Tiago foi direto: “De jeito nenhum [existiu], adoraria ver os 400 milhões supostos de movimentação.”
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