Witzel luta para evitar abertura de processo de impeachment na Alerj
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, começa mais uma semana tentando barrar o avanço de um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ao todo, são 12 pedidos já protocolados na Casa.
A origem desses pedidos são as investigações da Polícia Federal sobre possíveis fraudes na compra de equipamentos da saúde durante o período de pandemia da Covid-19.
No momento, Witzel não tem nenhum líder do governo atuando na Alerj e, ao menos, 25 deputados de oposição.Por conta disso, o vice-governador do Estado foi delegado para a missão de tentar construir uma base política na Assembleia. Cláudio Castro é bem quisto no parlamento fluminense, mas isso não garante um arquivamento dos pedidos de impeachment contra o governador.
Wilson Witzel tem ainda outros pesados pela frente. Além da possibilidade de novas operações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre as compras emergenciais da saúde, uma nova renegociação para a postergação do Plano de Recuperação Fiscal, firmado ainda na gestão de Luiz Fernando Pezão, pode não acontecer.
O conselho que monitora o plano já deu indicações desfavoráveis ao Rio de Janeiro por descumprimento de partes do plano. Se o acordo não for renovado, o Estado terá que desembolsar R$ 40 bilhões para pagar a União e fornecedores.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
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