Político italiano pede desculpas por dizer que chineses ‘comem ratos vivos’
O governador da região do Vêneto, no norte da Itália, Luca Zaia, pediu desculpas neste sábado (29) por ter dito que os chineses são pouco higiênicos e “comem ratos vivos”, palavras que foram criticadas pela Embaixada da China em Roma e por partidos italianos.
Em declarações a um canal de televisão nacional, Zaia, da ultradireitista Liga, disse na sexta-feira que os italianos têm “mais higiene, tomam banho e lavam as mãos”, enquanto “é um fato cultural que a China pagou um preço elevado por esta epidemia” de coronavírus porque (os chineses) comem “ratos vivos ou coisas assim”.
A China se ofendeu com essas palavras, motivo pelo qual a embaixada do país em Roma emitiu uma nota nas redes sociais. O comunicado diz que ambos os países enfrentam uma epidemia e que não é o momento de escutar “calúnias e ofensas gratuitas” da Itália.
“O novo coronavírus é um inimigo comum que requer uma resposta comum. Em um momento tão difícil, é necessário deixar de lado o orgulho e os preconceitos e fortalecer a compreensão e a cooperação para proteger a segurança e a saúde de toda a humanidade”, escreveu o governo chinês, que também celebrou o repúdio expressado por alguns setores italianos.
Vito Crimi, do Movimento 5 Estrelas (M5S), classificou as declarações de Zaia como “racismo repulsivo”.
Em entrevista ao jornal “Corriere della Sera”, Zaia se desculpou, mas falou que foi mal interpretado e que a frase “pegou mal”.
Até o momento, a Itália já confirmou 21 mortes e 821 contágios de coronavírus no território nacional. As regiões mais afetadas são Lambardia e Vêneto, no norte do país.
*Com Agência EFE
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