Bolsonaro está debilitado e também não comparecerá ao segundo dia de julgamento, diz defesa
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não participará do segundo dia de julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para esta quarta-feira (3). Assim como nesta terça, sua defesa informou que ele continua debilitado. Segundo o advogado Celso Vilardi, Bolsonaro “não está bem” e não tem condições de comparecer. A sessão de amanhã terá as sustentações orais de quatro réus que ainda não se manifestaram, entre eles o próprio ex-presidente. Mais cedo, Vilardi explicou que Bolsonaro chegou a considerar ir presencialmente ao julgamento, mas sintomas de vômitos e crises de soluço, associados a um quadro de esofagite e gastrite, inviabilizaram a presença.
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Por estar em prisão domiciliar, Bolsonaro só poderia deixar sua residência com autorização prévia do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, o deslocamento exigiria escolta policial e monitoramento constante, com a obrigação de retornar antes das 19h. Nesta terça, a sessão estava prevista até esse horário, mas terminou mais cedo. Na quarta-feira, os trabalhos ocorrem apenas no período da manhã.
A defesa ainda pode solicitar a Moraes autorização para que Bolsonaro acompanhe as próximas sessões, já que o julgamento deve se estender até o dia 12 de setembro. Em março, o ex-presidente compareceu pessoalmente ao STF durante a análise sobre o recebimento da denúncia.
Outro réu que não esteve presente nesta terça foi o tenente-coronel Mauro Cid, delator do processo e ex-ajudante de ordens. Ele também não deve comparecer presencialmente. Sua defesa foi a primeira a se pronunciar, logo após a acusação apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, que abriu a sessão.
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