‘É possível negociar’, diz Bolsonaro sobre declaração de Trump de taxar aço brasileiro
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista ao Jornal da Record nesta segunda-feira (2), que é possível negociar com os Estados Unidos sobre a volta da taxação do aço brasileiro. Pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que voltaria a taxar o aço e alumínio brasileiros e argentinos.
“Não vejo risco. Me reuni agora com a equipe econômica e o ministro Paulo Guedes está entrando em contato com o governo americano. Em última análise ligarei para ele [Donald Trump], mas acreditamos que dá pra solucionar essa questão. Ano que vem é ano de eleição e sabemos que isso faz parte de estratégia política [de Trump], mas acreditamos que é um grande parceiro. Isso não vai nos abalar, não. É possível negociar”, afirmou.
Ainda nesta segunda, o chanceler Ernesto Araújo afirmou que o governo deseja “entender melhor” a taxa norte-americana que seria reimposta. Mesmo após a declaração do líder americano, a bolsa subiu e o dólar operou em baixa ao longo dia, fechando em R$ 4,21.
O presidente também afirmou que o principal acerto de seu governo foi a escolha dos ministros que o compõem e afirmou que não houve erros ao longo do primeiro ano.
“O acerto certamente foi a escolha dos ministros e não vejo erros, se tivermos pequenas falhas, nos desculpamos e tocamos o barco”, disse, declarando que espera terminar o próximo ano com menos 2 milhões de desempregados no mercado de trabalho.
“Estamos fechando o ano recuperando um milhão de empregos. Pegamos o Brasil desacreditado perante o mundo e os números estão aí, esperamos recuperar, no ano que vem, mais 2 milhões de emprego.”
Bolsonaro revelou ainda que, após a polêmica fala de Paulo Guedes sobre o AI-5, dada na semana passada durante evento fora do país, chegaram a pedir a demissão do ministro da Economia.
“Não vejo motivo de tanta pressão em cima dos dois [Guedes e Eduardo Bolsonaro, que também falou sobre AI-5] por causa disso daí. Agora, pediram até a cabeça do Paulo Guedes pra mim. Não estudamos medidas para caçar direitos de ninguém. Os que pedem a cabeça do Paulo Guedes querem desestabilizar a área econômica. Ele está muito bem e o Brasil está mudando com o comando do Paulo Guedes na Economia”, disse. O presidente, no entanto, não revelou quem teria pedido a demissão.
Por fim, o presidente ironizou a ida do ex-ministro Gustavo Bebianno ao PSDB. “Ele é carta fora do baralho, teve a chance de ser um ministro leal ao Brasil e não aproveitou. Espero que ele esteja feliz ao lado de João Doria no PSDB em São Paulo”, afirmou.
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