Moro diz que mudança na prisão em segunda instância seria derrota da sociedade, não da Lava Jato
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou, em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (3), que uma eventual mudança na prisão após a condenação em segunda instância seria uma derrota da sociedade, e não da Operação Lava Jato.
“Foi um avanço institucional em resposta à impunidade”, disse Moro, elogiando o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki pela implementação do projeto. O reforço da prisão após a condenação em segunda instância é um dos pontos do pacote anticrime, projeto criado pelo ministro que teve uma campanha lançada nesta quinta. “Não é de interesse de juízes, promotores ou policiais, é de toda a sociedade”, defendeu.
Apesar de ter marcado sua posição, Moro garantiu que irá respeitar a decisão do STF caso o entendimento seja revertido. “Temos que respeitar a instituição, mas espero respeitosamente que não alterem o precedente.”
Pacote anticrime
A campanha lançada nesta quinta-feira visa facilitar a aprovação do pacote anticrime no Congresso. Segundo Sergio Moro, muitos agentes da área da segurança pública querem que o projeto saia do papel.
“Não estou sozinho em acreditar no projeto. A grande maioria [dos agentes de segurança pública] concorda e elogia o projeto, ele é importante”, afirmou o ministro. Ele defendeu que o pacote traz mudanças simples, mas efetivas no combate ao crime. “Não é um novo código, não é uma coisa complexa”, explicou.
O texto sofreu alterações após passar por um grupo de trabalho formado por deputados na Câmara. Moro, no entanto, está confiante de que as mudanças podem ser revertidas. “O trabalho com o Congresso é de convencimento. Não necessariamente o que foi rejeitado pelo comitê não pode ser recuperado no plenário.”
O ministro reforçou que a aprovação do pacote, além de facilitar o combate ao crime, também vai passar uma mensagem simbólica. “A mudança da lei é importante. Manda uma mensagem clara do Executivo e o Congresso de que o crime não deve compensar”, destacou.
Mesmo sem a aprovação, dados mostram que a violência vem caindo no País neste ano, em comparação ao ano passado. Para o ex-juiz, isso tem a ver com as ações do Governo Federal, em parceria com os estados.
“O jogo mudou”, resumiu. “Vamos trabalhar com investigação, com o devido processo, mas o jogo mudou. Isso reflete na queda dos índices de criminalidade, que é sem precedentes.”.
Assuntos
continue lendo
Notícias
Ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini é candidato ao governo do ES
Iniciou sua trajetória eletiva ao ser eleito deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) durante as eleições de 2018
- Estreante, conheça a médica Natasha Slhessarenko que disputa governo de MT e realizou o sonho da mãe Sarah Américo · há 2 semanas
- Medalista olímpica, Leila do Vôlei tenta reeleição ao Senado pelo DF Júlia Lara · há 4 semanas
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 4 semanas
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 4 semanas