Motivo de protestos, Hong Kong cancela lei da extradição
A chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, cancelou, nesta quarta-feira (4), a lei da extradição que, nos últimos meses, foi motivo de protestos e confrontos entre a população e as forças policiais. A lei permitiria o envio de suspeitos de crimes para a China continental, algo que os manifestantes tentaram evitar ao longo de 13 semanas de protestos.
“O governo vai retirar formalmente o projeto de lei de modo a afastar totalmente as preocupações do público. O secretário de Segurança apresentará uma moção de acordo com as regras, quando o conselho legislativo se voltar a reunir”, disse Lam em anúncio pré-gravado e transmitido pelas televisões locais.
Depois da fala, ela adotou um discurso ameno com a população e ressaltou a importância do diálogo com todos. “A partir deste mês, eu e os principais membros do Governo iremos dirigir-nos à comunidade de modo a começar um diálogo direto. Pessoas de todas as camadas da sociedade, com diferentes crenças e origens, estão convidadas a partilhar os seus pontos de vista e as suas queixas. Temos de encontrar forma de resolver o descontentamento da sociedade e procurar soluções”, afirmou.
Apesar do recuo, Lam voltou a recusar a criação de uma comissão de inquérito independente e a anistia aos manifestantes detidos. Desde junho, quando os protestos começaram, mais de mil pessoas foram detidas.
A libertação dos manifestantes é uma das reivindicações dos atos, além de que ações dos protestos não sejam identificadas como motins, que haja um inquérito independente à violência policial. A população pede, ainda, a demissão da chefe de governo, que já afastou a ideia.
Lam disse, ainda, que a alteração da denominação dos incidentes violentos, que os manifestantes exigem que não sejam chamados de motins, depende das linhas mestras que guiam os processos judiciais.
*Com informações da Agência Brasil
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