Votação da reforma da Previdência no Senado deve acontecer entre agosto e setembro, prevê vice-líder
O vice-líder do governo no Senado Fedearal, Izalci Lucas (PSDB-DF), avaliou que a reforma da Previdência deverá ser analisada até setembro pela casa, após o aval da Câmara dos Deputados, que tem o primeiro turno da votação em plenário marcado para acontecer nesta quarta-feira (10). Segundo ele, a passagem pelo Senado deve ser mais tranquila do que foi pela Câmara.
“O esforço que nós vamos fazer, e eu como vice-líder do governo tenho essa preocupação também, é da gente manter o texto da Câmara. Por isso que nós antecipamos, já, essa discussão, e muitas coisas que poderiam ter sido apresentadas no Senado nós apresentamos antecipadamente na Câmara. Então vejo com mais otimismo a aprovação já, no Senado, de uma forma mais tranquila. Mas acredito que deve acontecer em agosto, setembro”, declarou, em entrevista à Jovem Pan nesta terça-feira (9).
Izalci destaca que o ponto mais importante da nova Previdência quando ela passar pelo Senado é a inclusão dos estados e municípios ao texto. Para ele, governadores precisam apoiar a medida. “A gente precisa incorporar, porque os estados precisam estar presentes. Principalmente, a gente tem uma dificuldade com os governadores do Nordeste, né. Lá na região eles são contra, mas em Brasília eles são favoráveis e eles não querem ficar com o desgaste, querem ficar apenas com bônus. E isso tem dificultado as negociações. Mas eu acredito que a gente vai conseguir incorporar, ainda tenho essa esperança, porque vejo o problema dos estados e municípios e a gente precisa fazer uma reforma global, incorporando todo mundo.”
Sobre os próximos passos depois da aprovação da reforma da Previdência, Izalci destaca a reforma tributária como uma das prioridades para alavancar a economia brasileira no ano que vem. O parlamentar acredita que as novas regras podem ser votadas até novembro deste ano. “Com certeza é o próximo passo. A Previdência sendo aprovada já em agosto, setembro, pode ter certeza que a primneira matéria a ser votada vai ser a reforma tributária. Então porque não se votou antes da Previdência? A tributária só pode ser aplicada a partir do ano que vem. Então anda impede de ser votada em outubro, novembro”, disse.
O senador lembrou, ainda, que a discussão do pacto federativo será paralela a reforma tributária, e que é preciso alterar a concentração dos recursos com a União, enquanto os municípios estão quebrados.
*Com informações do repórter Marcelo Mattos
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