Presidente do Equador acusa Assange de usar embaixada como centro de espionagem
O presidente do Equador, Lenin Moreno, acusou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de tentar criar um “centro de espionagem” na embaixada do país em Londres. “Não podemos permitir que a nossa casa, a casa que abriu as suas portas, se torne um centro de espionagem. Essa atividade viola as condições de asilo”, disse Moreno em entrevista ao jornal britânico The Guardian na última quinta-feira (11).
O presidente equatoriano dá como exemplo da interferência de Assange em assuntos internos de outros estados, a publicação dos documentos do Vaticano, em janeiro de 2019. “É lamentável que haja pessoas dedicadas a violar a privacidade das pessoas”, acrescentou.
Segundo o jornal britânico, o WikiLeaks estava associado a um site anônimo que publicou informações e fotos particulares de Moreno e sua família, numa alegada campanha para enfraquecer a imagem do atual presidente equatoriano. Moreno negou que as recentes acusações a Julian Assange tenham sido uma represália pela exposição dos referidos documentos pessoais.
Moreno acusa o governo anterior de ter dado condições a Assange para usar a embaixada equatoriana a fim de “interferir em assuntos de outros Estados”. O ex-presidente Rafael Correa afirma que a revogação de asilo de Assange é “um crime que a humanidade jamais esquecerá” e que Lenin Moreno é “o maior traidor da história equatoriana e latino-americana”.
Assange foi criticado pelo seu comportamento com a equipe diplomática de Londres e hábitos de higiene. “Ele manteve constante comportamento higiénico inadequado ao longo da estadia, o que afetou sua própria saúde e o clima interno da missão diplomática.”, comentou Moreno.
Ao The Guardian, Moreno afirmou que recebeu garantias do Reino Unido de que o cofundador do WikiLeaks não será extraditado para um país em que possa ser sujeito a tortura, maus-tratos ou condenado à pena de morte.
*Com informações da Agência Brasil
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