Arboleda projeta briga por título em 2019 e revela desejo: ficar ‘muito tempo’ no São Paulo
“Robert Arboleda!”. É fato: esta será a resposta de nove entre dez são-paulinos que forem questionados sobre qual é o único jogador a “se salvar” no time em 2019. Contratado por pouco mais de R$ 6 milhões em junho de 2017, o zagueiro equatoriano vive um momento paradoxal: enquanto vê a maior parte dos companheiros ser alvo de vaias e protestos, é elogiado e tem até o nome gritado pela impaciente torcida tricolor.
Mas se engana quem pensa que o defensor se satisfaz com tal situação. Em entrevista exclusiva ao repórter Giovanni Chacon, da Rádio Jovem Pan, Arboleda, que tem contrato até junho de 2022, revelou ter o desejo de se tornar ídolo e de não deixar o São Paulo sem antes escrever o nome na história do clube.
“É o meu desejo, sim”, respondeu o camisa 5, ao ser questionado se gostaria de ficar “muito tempo” no São Paulo. “Quando eu cheguei, disse que queria sair daqui campeão, sendo um ídolo, e acho que estou perto disso. Se eu seguir trabalhando da mesma maneira, vou conseguir um título aqui no São Paulo. O clube e o torcedor merecem. O torcedor vem sofrendo há algum tempo, e acho que, nesse ano, se a gente continuar trabalhando da mesma forma, vai conseguir um título”, acrescentou.
A fala de Arboleda, é claro, guarda um “otimismo exacerbado”. Fora da zona de classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista e eliminado da Libertadores, o São Paulo já trocou de técnico e não dá mostras de que poderá erguer taças em 2019.
“Estamos um pouco tristes pelo início de temporada”, admitiu o equatoriano. “Nós começamos com um treinador e ficamos tristes, porque o Jardine é bom pra caramba! Ele sabe muito, nos ajudou demais. Ficamos tristes porque não conseguimos encaixar com ele.”
Palmas na eliminação
Em meio a uma das maiores crises da história do São Paulo, é ele, Robert Arboleda, quem se salva. Nos minutos finais da vexatória eliminação para o Talleres, por exemplo, enquanto jogadores são-paulinos eram vaiados e xingados, o zagueiro ouvia aplausos da torcida a cada toque na bola.
Ao relembrar o fato, o equatoriano foi sincero: “agradeço ao torcedor pelo apoio e carinho, mas também fico um pouco triste porque a gente não conseguiu a classificação. Seria melhor se eles tivessem gritado o meu nome, mas com a classificação.”
Em menos de duas temporadas, Roberto Arboleda, 27 anos, já soma 71 jogos e quatro gols com a camisa do São Paulo. A entrevista exclusiva vai ao ar, na íntegra, no próximo Plantão de Domingo, na Rádio Jovem Pan. Fique ligado!
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