Venezuela: 1.557 pessoas morreram por falta de insumos em hospitais
Na Venezuela, ao menos 1.557 pacientes morreram por falta de materiais médicos de novembro do ano passado a fevereiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (21), dia em que o ditador Nicolás Maudro mandou fechar a fronteira com o Brasil.
De Roraima, partiria ajuda humanitária com alimentos e remédios para a população do país vizinho. O levantamento considerou 40 centros de saúde venezuelanos no período de 19 de novembro de 2018 a 9 de fevereiro deste ano.
“Foram registradas 1.557 mortes atribuíveis à falta de insumos desde o último boletim”, disse Gustavo Villasmil, porta-voz da organização Médicos pela Saúde, em entrevista. Do total de pacientes, 756 sofreram “trauma agudo” e 801 padeciam de doenças cardiovasculares, problemas que não puderam ser tratados por causa da escassez de recursos.
Falta de medicamentos
A pesquisa, realizada desde 2014, se propõe a registrar semana a semana o que acontece nesses 40 hospitais. Os dados são recolhidos e oferecidos a cada médico de forma anônima por temor a represálias por parte do governo de Maduro. “Quanto aos serviços de emergências em nível nacional, 75% deles reportou desabastecimento de morfina e 66% de remédios para tratar hipertensão arterial”, detalha o relatório que acompanha a pesquisa.
Além disso, o documento afirma que “quanto aos insumos de sala de cirurgia, 60% reportou desabastecimento de analgésicos menores e 46% de material descartável para os pacientes”. Os números, segundo representantes da organização médica, se traduzem em mortes ou “desenlaces fatais”, uma vez que “os hospitais e especialmente as unidades críticas não estão suficientemente abastecidos para atender aos pacientes”.
A situação de escassez de remédios e de materiais médicos na Venezuela remonta há cerca de cinco anos e tem se agravado ao longo destes anos. O parlamento venezuelano, de contundente maioria opositora, declarou em janeiro de 2016 uma “crise humanitária de saúde” no país, ocasionada pela escassez de remédios, equipamentos e materiais médicos e a deterioração das instituições públicas sanitárias.
*Com informações da EFE
Assuntos
continue lendo
Mundo
Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela
As eleições de 2024, nas quais Nicolás Maduro se proclamou reeleito, foram denunciadas como fraudulentas pela oposição venezuelana
- Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’ AFP · há 1 dia
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 1 dia
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 2 dias
- Em discurso na Assembleia Geral, Milei chama ONU de ‘organização inútil’ AFP · há 2 dias