Derrotado, Haddad pede minuto de silêncio e cobra ‘coragem’ para ‘manter a democracia’
Derrotado por Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT) fez um discurso efusivo na noite deste domingo, em um hotel na Zona Sul de São Paulo. Em suas primeiras declarações após o resultado do pleito, o petista pediu um minuto de silêncio em homenagem aos defensores dos direitos humanos mortos por motivações políticas e cobrou ‘coragem’ para que a democracia seja mantida durante o mandato de Bolsonaro.
“Pela minha formação, eu gostaria de agradecer aos meus antepassados. Aos meus pais, avós… Eu aprendi com eles a ter a coragem de defender a justiça a qualquer preço. Temos uma nação e precisamos defendê-la daqueles que de forma desrespeitosa pretendem usurpar o nosso patrimônio, o patrimônio do povo brasileiro”, afirmou.
“Nós temos uma tarefa enorme, que é, em nome da democracia, defender o pensamento e liberdade desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam até aqui. Temos a responsabilidade de fazer oposição colocando os interesses nacionais acima de tudo, porque temos um compromisso com a prosperidade desse País. Nós, que ajudamos a construir uma das maiores democracias do mundo, temos de ter o compromisso de mantê-la. Não aceitar provocações e não aceitar ameaças”, acrescentou.
Bastante aplaudido pela militância e sob os gritos de “a luta começou”, Haddad prosseguiu o discurso. O petista revelou que sentiu “medo e angústia” na expressão de muitas pessoas, mas pediu para que elas não deixassem de “exercer a sua cidadania”.
“Eu senti uma angústia e medo na expressão de muitas pessoas. Não tenham medo. Nós estaremos aqui. Nós estamos juntos. Nós abraçaremos a causa de vocês. Coragem, a vida é feita de coragem. Daqui a quatro anos, teremos nova eleição, e temos de garantir as instituições. Não vamos sair das nossas profissões, mas não vamos deixar de exercer nossa cidadania”.
Fernando Haddad ficou com 45% dos votos válidos no pleito deste domingo. Jair Bolsonaro, do PSL, foi eleito presidente da República com 55%.
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