Kátia Abreu diz que ‘acharia digno’ se Haddad desistisse da disputa presidencial para que Ciro avançasse
O PDT, do presidenciável Ciro Gomes, anunciou o que chamou de “apoio crítico” à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Segundo o presidente do partido, Carlos Lupi, o PDT não vai participar da campanha petista nem subir em palanques ou aparecer em fotos. Lupi também disse que não pediu incorporação de pontos do programa de governo de Ciro ao de Haddad e nem terá cargos em um eventual governo do PT. E emendou já lançando o nome de Ciro Gomes para a eleição de 2022.
Quem também criticou os petistas foi Kátia Abreu, candidata a vice na chapa de Ciro. Ela disse que vai votar nulo ou branco no segundo turno e pediu que Haddad retirasse a candidatura para que Ciro, terceiro colocado, esteja na disputa.
O argumento é que todas as pesquisas indicavam vitória do pedetista sobre Jair Bolsonaro: “eu não estranharia e acharia digno se por acaso ele desistisse da disputa vendo que pode entregar o país para um fascismo religioso. Então se o PT de verdade se preocupa com o Brasil, brasileiros e a democracia, não é como dissera a direção do partido que todos têm que apoiar Haddad arrastados”.
Nesta quarta, o candidato do MDB Henrique Meirelles se declarou neutro no segundo turno. No Twitter, ele disse que “defende e apoia uma agenda de trabalho com propostas de responsabilidade e competência. E que Brasil tenha um governo que cuide dos recursos públicos como cada um cuida dos recursos de sua casa”.
Três partidos seguiram o mesmo caminho: o PSD e o Solidariedade, que apoiaram Geraldo Alckmin no primeiro turno, e a Rede, de Marina Silva, que recomendou que os filiados não votem em Bolsonaro, apesar de não apoiar Haddad.
Confira a cobertura completa das Eleições 2018
*Informações do repórter Levy Guimarães
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