Incomunicável há seis meses, Julian Assange deixa o comando do WikiLeaks
Julian Assange não está mais no comando do WikiLeaks. A informação foi divulgada nesta semana pelo próprio portal em suas redes sociais.
“Devido às extraordinárias circunstâncias nas quais Julian Assange, fundador do WikiLeaks, está retido incomunicável (exceto pelas visitas dos advogados) há seis meses, enquanto permanece arbitrariamente detido na embaixada do Equador, ele nomeou Kristinn Hrafnsson como editor-chefe”, diz o post.
ANNOUNCEMENT: Assange appoints Hrafnsson Editor-in-Chief after six months of effective incommunicado detention, remains publisher [background: https://t.co/2jOgvSu5bG] pic.twitter.com/0Fwvf3SrkL
— WikiLeaks (@wikileaks) September 26, 2018
Mesmo assim, Assange seguirá na equipe editorial.
O australiano de 47 anos está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012. No ano passado, chegou a ser naturalizado equatoriano. Ele não sai da embaixada por temer que as autoridades britânicas o deportem aos Estados Unidos – onde pode ser julgado por divulgar vários documentos militares e diplomáticos confidenciais.
“Condeno o tratamento dado Julian Assange, que leva ao meu novo cargo, mas aceito a responsabilidade de garantir a continuidade do importante trabalho baseado nos ideais do WikiLeaks”, declarou o jornalista islandês Kristinn Hrafnsson, novo editor-chefe.
*Com informações da EFE
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