Lula chama Trump de imperador e fala em invasão ao Brasil: ‘Não vamos deixar’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (8) que há, no cenário internacional, um líder que se comporta como “imperador”, em crítica indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em entrevista ao portal ICL Notícias, o presidente também alertou para riscos geopolíticos e afirmou que “qualquer dia alguém resolve invadir a gente”, ressaltando que não deixará acontecer.
Lula também criticou o que chamou de “brasileiros com complexo de vira-lata” que vão aos Estados Unidos pedir que Trump invada o Brasil: “Se não tomarmos cuidado, essa gente vai vender o Brasil. Nós não podemos permitir.”
Nesse contexto, o presidente defendeu o reforço da segurança do país diante de possíveis ameaças. “Um país do tamanho do Brasil não pode ficar desprovido de segurança, não pode ficar vulnerável. O mundo está exigindo que o Brasil pense em segurança com mais seriedade”, afirmou.
Lula também anunciou a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública separado da Justiça. A medida deve ser adotada logo após a aprovação da PEC da Segurança. “Na hora em que aprovar a PEC, na semana seguinte será anunciada a criação do Ministério da Segurança Pública, inclusive com orçamento”, declarou.
Eleições
Durante a entrevista, o presidente também afirmou que nenhum líder estrangeiro tem o direito de questionar o processo eleitoral brasileiro, ao comentar uma possível postura de Trump. “Nada com ele é impossível”, disse.
“Ninguém, nem Trump, nem Emmanuel Macron, nem Xi Jinping, tem o direito de levantar qualquer suspeita, pelo comportamento da nossa Justiça Eleitoral e pela seriedade das urnas”, declarou Lula.
O presidente acrescentou que, caso isso ocorra, o governo reagirá politicamente. “Se ele [Trump] fizer, vamos dizer que ele está mentindo e que não é verdade. Terá um enfrentamento político desnecessário. São 201 anos de relações diplomáticas. O Brasil não quer guerra com ninguém”, concluiu.
Defesa da democracia
Prestes a iniciar a campanha para um quarto mandato, Lula falou que a extrema-direita representa uma ameaça à democracia no país. “Há uma tentativa de consolidar um esquema de ultra direita nesse país que passa por colocar o fim da democracia”, declarou.
Segundo Lula, esse movimento começa com ataques às instituições. “Sonham em fechar a Suprema Corte, falam que as urnas permitiram fraude e continuam desacreditando todas as instituições que garantem o funcionamento da democracia”, disse.
O presidente afirmou ainda que pretende colocar a defesa do regime democrático no centro da campanha. “A eleição terá como ponto alto a democracia. Precisamos defender a democracia. Democracia não é apenas votar, é também ter direitos e garantir melhoria na qualidade de vida das pessoas”, afirmou.
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