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David de Tarso

Gaeco realiza maior operação do país contra mercado ilegal de celulares em SP

MP também pede bloqueio de até R$ 470,7 milhões em bens

David de Tarso

Gaeco realiza maior operação do país contra mercado ilegal de celulares em SP
O Ministério Público sustenta que não se trata de episódios isolados, mas de uma cadeia com divisão de tarefas entre diferentes grupos. David de Tarso / Jovem Pan

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), pediu à Justiça a prisão preventiva de sete pessoas e a suspensão das atividades econômicas de quatro empresas investigadas por suposta participação em uma estrutura organizada de receptação, adulteração, comercialização e circulação financeira envolvendo celulares roubados e furtados.

A representação, apresentada à Vara Estadual de Garantias das Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, é um desdobramento da Operação Salus et Dignitas e reúne informações de relatórios de inteligência, análises financeiras, dados telemáticos, diligências de campo e fiscalização tributária. O Ministério Público sustenta que não se trata de episódios isolados, mas de uma cadeia com divisão de tarefas entre diferentes grupos.

De acordo com o GAECO, o esquema teria quatro etapas principais. A primeira seria formada pelos autores dos roubos e furtos. Na sequência, os aparelhos seriam encaminhados a receptadores responsáveis pela absorção imediata das cargas. Depois, entrariam em cena estabelecimentos especializados em desbloqueio, reset e adulteração de aparelhos. Por fim, celulares inteiros e peças seriam reinseridos no mercado por meio de empresas e plataformas de comércio físico e eletrônico.

O MP afirma que essa divisão não significa a existência de organizações independentes. Ao contrário, os quatro núcleos fariam parte de uma mesma estrutura criminosa, com elos sucessivos e interdependentes.

Rua Guaianases como ponto de recepção

O chamado Núcleo II está concentrado na região da Rua Guaianases, no centro de São Paulo. Segundo a investigação, o local seria utilizado para a receptação imediata e armazenamento dos aparelhos depois dos roubos e furtos.

O GAECO afirma ter identificado mais de 500 boletins de ocorrência, em pouco mais de dois anos, relacionados a celulares cujo último sinal de rastreamento apontava para a Rua Guaianases e imediações. Entre os locais investigados estão imóveis descritos como depósitos, estacionamentos utilizados para carga e descarga e pontos de encontro de integrantes do grupo.

A investigação aponta que, nessa etapa, os aparelhos poderiam permanecer armazenados até serem encaminhados aos núcleos seguintes. Também há suspeita de que os criminosos tentassem utilizar aplicativos bancários das próprias vítimas para realizar transações financeiras e obter dados pessoais que poderiam ser empregados em golpes.

Entre os endereços indicados pelo MP estão o mercado AM Estrela Bebidas e Alimentos, na Rua Guaianases, 87; o Edifício Redenção, na Rua Aurora, 498; um estacionamento na Rua Guaianases, 36; imóveis na Rua Guaianases, 57, 67 e 43; o Edifício Japurá, nos números 50, 50-B e 44; e a Rua Vitória, 574.

Desbloqueio de IMEI e troca de placas

O terceiro núcleo é apontado como a etapa técnica da estrutura. A investigação se concentra principalmente no Shopping Mundo Oriental, na Rua Barão de Duprat, e em estabelecimentos da Rua Santa Ifigênia e da Avenida Ipiranga.

Segundo o MP, lojas que formalmente atuariam como assistências técnicas seriam utilizadas para remover bloqueios de ativação, desvincular aparelhos de contas de nuvem e alterar o IMEI — número de identificação individual de cada celular.

A investigação identificou o uso de softwares e equipamentos específicos de desbloqueio remoto, além da substituição física de placas-mãe. A adulteração permitiria que aparelhos registrados como roubados ou furtados voltassem a funcionar e fossem posteriormente vendidos.

Um dos principais investigados nessa etapa é Henrique Paschoalino Siqueira, descrito pelo GAECO como operador técnico do laboratório de desbloqueio e adulteração de identificadores, chamado nos autos de “Icloudeiro”.

Em mensagens extraídas de aparelhos apreendidos, Henrique e Amine Awada teriam conversado sobre desbloqueios de iCloud, utilização de servidores internacionais e troca da placa lógica para eliminar o IMEI original. Em uma das conversas, segundo o MP, Amine teria informado o preço de R$ 250 para a troca da placa de um aparelho bloqueado.

O documento também aponta que Henrique teria continuado a atuar depois de uma operação anterior, passando a trabalhar por meio de empresa própria. O GAECO afirma que ele prestava serviços de desbloqueio para diferentes lojas e chegou a ser localizado dentro de uma unidade da RS Cell, na Rua Santa Ifigênia.

Investigação encontrou celulares roubados em operação anterior

A representação recupera elementos de uma busca realizada na sede da Trocafone em novembro de 2024.

Segundo o MP, aproximadamente 35 mil aparelhos foram apreendidos naquela ocasião. Em uma análise inicial de apenas duas caixas identificadas como contendo “IMEI impedidos” ou “IMEI bloqueado”, foram consultados cerca de 200 celulares. Desses, 60 apresentaram registros de roubo ou furto.

Parte dos aparelhos apresentava adesivos e marcações indicando desmontagem. O relatório também registra que havia celulares espalhados por diferentes setores da empresa, inclusive áreas de entrada, saída e aparelhos classificados como prontos para venda.

Um funcionário ouvido na investigação, identificado como gerente de operações da Trocafone, teria relatado que peças de aparelhos de procedência ilícita eram reutilizadas no recondicionamento de celulares vendidos ao consumidor final. Segundo o depoimento reproduzido no documento, essa prática ocorreria desde 2014.

A investigação cita ainda uma diligência da Operação Big Mobile, em janeiro de 2025, quando policiais encontraram no Shopping Mundo Oriental uma carcaça com etiqueta de “desmontagem” e outra identificação da Trocafone indicando “IMEI bloqueado – IMEI impedido pela Vivo”.

Trocafone aparece como principal nó financeiro

Um dos pontos considerados mais relevantes pelo GAECO envolve a Trocafone. Segundo a representação, a empresa foi alvo de 18 comunicações ao COAF entre outubro de 2018 e julho de 2024, envolvendo R$ 95,758 milhões. O documento cita ainda uma operação notarial de R$ 51,681 milhões realizada em dezembro de 2022.

A análise fiscal apontou uma discrepância considerada grave pelo MP: uma das unidades da empresa teria movimentado 759.317 aparelhos com IMEIs que não constavam de nenhuma entrada documentada. Para os investigadores, o dado indicaria um desbalanceamento de escala incompatível com a documentação disponível e seria compatível com a entrada de aparelhos de origem ilícita.

O GAECO também afirma que, mesmo depois da apreensão realizada em 2024, os fluxos comerciais e financeiros relacionados à estrutura investigada teriam sido reconstruídos por meio de novas empresas e fachadas empresariais.

A representação cita, como exemplo, a estrutura anteriormente atribuída a Hugo Araújo Cavalcante, que teria reaparecido por meio da Dreams Solutions, além da substituição da Casa do Celular SP pela Capivara Cell.

Global Phone: R$ 22 milhões em movimentação e apenas um IMEI nas saídas

Outra empresa apontada no documento é a Global Phone Celulares e Informática Ltda.

Segundo o relatório fiscal citado pelo GAECO, a empresa movimentou R$ 22,039 milhões entre outubro de 2024 e setembro de 2025. O valor seria mais de 500 vezes superior ao faturamento médio mensal informado, de R$ 35.833,33.

Ainda de acordo com a perícia fiscal, foram identificados 9.924 IMEIs únicos nas entradas comerciais da empresa, mas somente um IMEI nas saídas. Para o Ministério Público, a diferença impediria confirmar se os aparelhos vendidos correspondiam efetivamente aos produtos regularmente adquiridos.

O GAECO descreve a Global Phone como uma espécie de “estação de passagem” de mercadorias e valores entre a Assurant e a Trocafone.

Agasus: milhares de entradas e nenhum IMEI nas saídas

A Agasus Seminovos Ltda., com sede em Guarulhos, também aparece entre as empresas para as quais o MP pede suspensão das atividades. O relatório fiscal identificou 11.368 entradas comerciais, no valor de R$ 8,8 milhões, e 9.664 saídas, de R$ 7,9 milhões. Apesar disso, havia 1.411 IMEIs únicos nas entradas e nenhum identificado nas saídas.

A investigação também aponta R$ 1,265 milhão enviados pela empresa em quatro transações e outros R$ 733.361 em 305 autotransferências via PIX, padrão que o documento considera compatível com fracionamento de valores.

A Agasus teria comprado 1.206 aparelhos da Trocafone, por R$ 1,077 milhão, e recebido 1.626 aparelhos em vendas da Global Phone, por aproximadamente R$ 1,265 milhão.

Além disso, uma operação identificada pelo Fisco registrou a venda de 284 aparelhos, por R$ 56.705,80, da Agasus para a Dreams Solutions, em janeiro de 2026. Para o MP, o negócio demonstraria que a ligação entre os grupos empresariais investigados continuava ativa mais de um ano depois da primeira operação de busca e apreensão.

Grupo PLL movimentou mais de R$ 261 milhões em operações genéricas

O Grupo PLL também é citado na representação. Segundo o relatório fiscal, a PLL Inovação apresentou entradas comerciais de 50.101 aparelhos, avaliados em R$ 131 milhões, e saídas de 34.778 aparelhos, no valor de R$ 146,8 milhões.

Além dessas operações, foram identificadas 50.230 entradas classificadas como “remessas/genéricas”, avaliadas em R$ 42,7 milhões, e 94.019 saídas dessa natureza, no valor de R$ 261,796 milhões.

O documento destaca ainda R$ 121,651 milhões em saídas interestaduais classificadas sob código fiscal genérico, incluindo uma nota de R$ 4,31 milhões cujo destinatário aparece como “exterior/não informado”.

A PLL Inovação é descrita no relatório como “parceira estrutural da Trocafone”. O GAECO afirma que as duas empresas movimentaram conjuntamente 18.642 aparelhos remetidos e 14.323 recebidos, principalmente em operações classificadas como remessa e devolução, padrão considerado incompatível com uma simples relação comercial entre empresas independentes.

A PLL Participações, por sua vez, teria 98% do capital da PLL Inovação. Os irmãos Lucas e Pablo Linhares Borges aparecem como fundadores e administradores da estrutura.

Sete pessoas são apontadas como peças centrais

O Ministério Público pede a prisão preventiva de sete investigados considerados essenciais para o funcionamento da estrutura: Hugo Araújo Cavalcante é apontado como operador central do núcleo de comercialização e reprocessamento; Amine Awada é citado como responsável por estabelecimento onde, segundo o MP, eram mantidos aparelhos com etiquetas da Trocafone e realizados procedimentos de desbloqueio; Henrique Paschoalino Siqueira é descrito como operador técnico dos desbloqueios e adulterações de identificadores.

Mohamad Abdul Hassan Rkain é apontado como proprietário de estabelecimento anteriormente alvo de busca, onde teria sido encontrado aparelho de origem ilícita; Gleice Santos de Matos é identificada como interlocutora operacional para emissão de documentos fiscais destinados, segundo a investigação, a conferir aparência de legalidade aos aparelhos;

Marcelo Lopes da Silva, conhecido como “Macumba”, é apontado como responsável pela emissão material de documentos e notas fiscais consideradas falsas pela investigação; José Carlos Nobre Modena, proprietário da Dreams Solutions e da Tecmodena, é acusado pelo MP de apresentar movimentações financeiras suspeitas e de manter conversas com Hugo sobre compra e venda de aparelhos de origem ilícita.

O GAECO sustenta que, diferentemente de outros alvos, em relação a esses sete já haveria conjunto de provas técnicas, documentais e financeiras considerado suficiente para fundamentar o pedido de prisão preventiva.

Hugo seria o operador central

A representação atribui a Hugo Araújo Cavalcante posição de destaque na cadeia investigada.

Segundo o documento, empresas anteriormente vinculadas ao investigado teriam sido formalmente registradas em nome de familiares, enquanto a administração de fato permaneceria com Hugo. O próprio investigado teria reconhecido, em interrogatório realizado em fevereiro de 2025, ser o proprietário de fato de empresas como Rennova Store, MRC Comércio de Equipamentos de Telefonia e TR Cell.

Após a baixa formal de empresas anteriores, a investigação afirma que Hugo passou a frequentar diariamente um galpão da Dreams Solutions, em Guarulhos, apontando uma retomada das atividades por meio de nova estrutura empresarial. Mensagens extraídas dos aparelhos apreendidos também teriam registrado negociações de lotes de celulares bloqueados por iCloud ou bypass.

“Esquentamento” fiscal e notas falsas

Outro elemento central da investigação é a suspeita de utilização de documentos fiscais para conferir aparência de legalidade aos aparelhos.

O GAECO afirma que o grupo teria uma divisão específica para essa atividade. Gleice Santos de Matos seria responsável pela interlocução para emissão das notas, enquanto Marcelo Lopes da Silva seria o responsável material pela produção dos documentos.

Segundo a representação, Marcelo cobraria sistematicamente 3% do valor das notas fiscais emitidas como remuneração pelo serviço. O MP considera que o padrão revela uma atividade profissionalizada de “esquentamento” fiscal.

O documento afirma ainda que as operações financeiras da estrutura eram realizadas por meio de contas de passagem, empresas interpostas e pessoas apontadas como “laranjas”, com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.

Movimentações milionárias e suspeitas de lavagem

As análises financeiras são utilizadas pelo GAECO para sustentar a hipótese de lavagem de dinheiro.

Entre os exemplos citados estão mais de R$ 60 milhões em movimentação considerada atípica ligada à TR Cell, R$ 11,65 milhões relacionados à Crow Mack, além de movimentações de empresas vinculadas a Mohamad Abdul Hassan Rkain e José Carlos Nobre Modena consideradas incompatíveis com os respectivos capitais e receitas declaradas.

Em outro caso, o MP aponta que uma estrutura empresarial ligada a Renato Canuto teria funcionado como camada de intermediação financeira, com recursos sendo rapidamente direcionados para exchanges de ativos digitais, segundo o relatório de inteligência.

Bloqueio de até R$ 470,7 milhões

Além das prisões e buscas, o Ministério Público pediu o sequestro e a indisponibilidade de bens, direitos e valores dos sete investigados e de empresas relacionadas à investigação.

Os limites individuais solicitados são:

  • Hugo Araújo Cavalcante: R$ 60 milhões
  • Amine Awada: R$ 4.788.886
  • Henrique Paschoalino Siqueira: *

A coluna busca os contatos das pessoas citadas no texto, assim que houver manifestação, a matéria será atualizada.

Outro lado

Leia a nota da Assurant na íntegra:

Assurant reforça compromisso com integridade, compliance e colaboração com as autoridades

A Assurant tomou conhecimento das informações divulgadas publicamente sobre a investigação conduzida pelas autoridades envolvendo empresas do setor de comercialização de aparelhos celulares usados.

A companhia acompanha o tema com atenção, e reconhece a relevância das apurações para o combate a práticas ilícitas relacionadas ao mercado de dispositivos eletrônicos.

A Assurant repudia qualquer prática relacionada à receptação, adulteração, comercialização irregular ou circulação de produtos de origem ilícita, e apoia integralmente iniciativas voltadas à proteção dos consumidores e ao fortalecimento da integridade do setor.

A empresa permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes e fornecer todas as informações que venham a ser solicitadas.

A Assurant mantém processos estruturados de compliance, gestão de riscos e homologação de parceiros comerciais, que incluem procedimentos de diligência, avaliações periódicas de integridade e mecanismos de rastreabilidade aplicáveis às suas operações.

Como medida preventiva e alinhada às suas políticas internas, a companhia iniciou uma revisão imediata de relacionamentos comerciais direta ou indiretamente relacionados às empresas mencionadas na investigação, adotando as medidas cabíveis conforme seus protocolos de governança e compliance.

A empresa também esclarece que como parte dos controles aplicados na compra dos produtos, consulta a bases oficiais (GSMA) para validar a situação do aparelho, confirmando a inexistência de restrições por roubo ou furto, a autenticidade do IMEI e a aderência do modelo cadastrado ao equipamento avaliado. Esse processo garante a integridade e a rastreabilidade das origens dos aparelhos.

A confiança de clientes, parceiros e do mercado é um dos principais ativos da Assurant.

A companhia continuará conduzindo suas atividades com responsabilidade, transparência e rigor operacional, colaborando com os órgãos competentes e mantendo seus públicos informados sempre que houver fatos relevantes a comunicar.

A Assurant reforça que não é investigada, bem como seu compromisso com integridade, compliance e colaboração com as autoridades.

Trocafone:

A Trocafone afirma categoricamente que não integra o esquema criminoso sob investigação na operação de 10 de setembro de 2026, não atua em colaboração com organizações criminosas e, inclusive, apoia a operação contra o mercado ilegal de celulares iniciada pelo Ministério Público de São Paulo. Pontuamos que a companhia exerce atividade empresarial lícita e nega completamente que sua estrutura seja utilizada para conferir aparência de legalidade a aparelhos, peças ou recursos de origem criminosa.

A divulgação por parte da imprensa de alegações sob apuração, expressamente contestadas e que serão refutadas pela Trocafone, pode causar danos à sua reputação. É indevida sua associação a práticas criminosas e ressalta que hipóteses investigativas, que serão refutadas, não podem ser apresentadas como conclusões.

A Trocafone repudia veementemente o comércio e o aproveitamento de aparelhos e peças provenientes de furto, roubo ou qualquer outra origem ilícita. Combater esse mercado ilegal é essencial para a empresa: essas práticas alimentam a violência, prejudicam consumidores e parceiros e impõem concorrência desleal às empresas que operam legalmente, como a Trocafone.

Enfatizamos que não houve indícios de ilegalidade no momento da forte diligência conduzida pelas autoridades nas instalações da companhia, isso ocorre, e será provado no devido processo, porque a empresa atua com estrito rigor a legalidade e licitude, inclusive apoiamos e suportamos o grande trabalho da polícia e demais autoridades. A Trocafone agora está atuando para contestar os apontamentos que lhe dizem respeito e demonstrar a regularidade de suas operações, com base nos respectivos registros fiscais, financeiros e operacionais.

Quanto às suas relações comerciais, a posição da Trocafone é clara: suas operações foram conduzidas de boa-fé, com diligências de fornecedores e verificação documental, sem adesão a práticas ilícitas. A análise dessas relações exige o exame completo dos documentos e das circunstâncias de cada operação. Eventuais condutas ilícitas ou de má-fé de terceiros não podem penalizar a companhia.

O controle de procedência é parte central dos processos da Trocafone. No fluxo atual de aquisição de aparelhos de pessoas físicas por meio de parceiros, a companhia combina identificação do vendedor, documentação da aquisição e consultas recorrentes de IMEI, o código de identificação do aparelho. Essas verificações ocorrem na aquisição, no recebimento e antes da liberação para expedição, com checagens adicionais quando aplicáveis.

Quando identifica bloqueio, restrição ou indício de origem ilícita, a companhia segrega imediatamente o aparelho e impede sua continuidade no fluxo comercial. Quando identificado no recebimento, o equipamento não é incorporado ao estoque disponível para venda. Os registros são preservados e, havendo indícios de crime, são adotadas as providências para registro de ocorrência e encaminhamento às autoridades policiais competentes.

A Trocafone segue operando e permanece à disposição de parceiros, fornecedores e consumidores para prestar esclarecimentos pelos seus canais de relacionamento. A companhia reafirma seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na condução de suas relações comerciais.

A empresa continuará colaborando com as autoridades para o completo esclarecimento dos fatos e o combate efetivo ao mercado ilícito. Ao mesmo tempo, defenderá sua reputação e contestará a atribuição de práticas criminosas à sua atividade. A Trocafone defende uma apuração rigorosa, com respeito aos fatos e à individualização de responsabilidades.

PLL INOVAÇÃO:

A PLL Inovação esclarece que não praticou nem participou de qualquer ato ilícito.

Há mais de 20 anos, a empresa presta serviços especializados para algumas das maiores seguradoras do país, além de operadoras e fabricantes. Sua atuação sempre foi pautada pela ética, pela transparência e pelo rigoroso cumprimento da legislação e das normas de governança e conformidade aplicáveis às suas atividades.

Os valores mencionados na investigação não representam faturamento ou receita da companhia. Eles decorrem de registros fiscais relacionados à remessa e ao retorno de aparelhos recebidos para diagnóstico, reparo e posterior devolução.

Entre outubro de 2022 e setembro de 2023, a PLL e a Trocafone mantiveram uma relação societária temporária, durante aproximadamente 11 meses. Essa relação foi integralmente encerrada há três anos. Desde então, as empresas não possuem qualquer vínculo societário, comercial ou operacional, mantendo administrações, operações e responsabilidades inteiramente independentes.

A companhia segue colaborando com as autoridades competentes e reafirma seu compromisso permanente com a ética, a transparência e a legalidade.

Global Phone

A Global Phone reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e as boas práticas comerciais.
A empresa recebeu com surpresa as menções à sua atividade no contexto da Operação Frankmobile e acompanha o desdobramento das investigações com atenção e disponibilidade para prestar os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.

A Global Phone esclarece que exerce atividade econômica lícita e dispõe de documentação comprobatória de suas operações comerciais, incluindo contratos, notas fiscais, registros de aquisição e demais documentos relacionados às movimentações mencionadas no contexto das investigações.
A empresa está à disposição para apresentar a documentação pertinente e colaborar com as autoridades, confiando que a apuração técnica dos fatos permitirá distinguir as atividades empresariais regulares de eventuais condutas ilícitas praticadas por terceiros.

A Global Phone repudia toda e qualquer prática criminosa, especialmente aquelas que prejudicam consumidores, empresas regularmente constituídas e a integridade do mercado de comercialização de aparelhos celulares.
A empresa ressalta que a simples menção de seu nome no contexto de uma investigação não constitui, por si só, comprovação de participação em qualquer ilícito, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a presunção de inocência.

A Global Phone reafirma que não compactua com a aquisição, comercialização ou circulação de produtos de origem ilícita e que adota procedimentos destinados a conferir regularidade às suas operações, incluindo verificações de procedência e identificação de aparelhos, observadas as práticas e os documentos efetivamente mantidos pela empresa.

Por fim, a empresa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar sua reputação, seus direitos e a continuidade de suas atividades, colaborando com as autoridades para o completo esclarecimento dos fatos.

A Global Phone permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e reafirma sua confiança na Justiça e no regular desenvolvimento das investigações.

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