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David de Tarso

Capitão e cabo da PM acusados de matar sargento dentro de quartel vão a julgamento

Rulian Ricardo Adrião da Silva foi morto em abril de 2023. Policiais militares respondem por homicídio e fraude processual; sessão será aberta ao público

David de Tarso

Duas viaturas da Polícia Militar de São Paulo estacionadas
Capitão e cabo da PM acusados de matar sargento dentro de quartel vão a julgamento Divulgação/pmesp

O assassinato de um sargento dentro de uma unidade da própria Polícia Militar será analisado pela Justiça Militar nesta terça-feira (15), em São Paulo. O julgamento de Francisco Carlos Laroca Júnior, que era capitão da corporação, e do cabo Fabiano Rizzo está marcado para as 14h.

Os dois são acusados de envolvimento na morte do sargento Rulian Ricardo Adrião da Silva, ocorrida em abril de 2023. O crime aconteceu dentro de uma instalação da PM e provocou repercussão entre integrantes da corporação.

De acordo com a acusação, Laroca Júnior teria disparado contra Rulian. O cabo Fabiano Rizzo também é apontado como participante do crime. Os policiais respondem por homicídio e fraude processual.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte e o que aconteceu dentro do alojamento no momento dos disparos. A acusação e a defesa apresentam versões diferentes sobre a dinâmica do episódio.

Os réus sustentam que agiram em legítima defesa. A Justiça deverá avaliar as provas reunidas durante a investigação, os depoimentos e os demais elementos do processo.

O julgamento será realizado pela Justiça Militar do Estado de São Paulo e poderá ser acompanhado pelo público. A sessão também terá transmissão on-line.

O advogado Mauro Ribas, que defende os policiais submetidos a julgamento nesta terça-feira, afirma que a defesa do cabo Riso sustentará a tese de legítima defesa de terceiros. Segundo o advogado, o policial, que era motorista do capitão Laroca, teria agido para proteger o oficial no momento em que Rulian apontou uma arma e acionou o gatilho contra ele. Dessa forma, a defesa argumentará que a conduta do cabo está amparada por uma excludente de ilicitude.

Em relação à acusação de fraude processual, a defesa sustentará a ausência de materialidade, ou seja, que não houve comprovação da ocorrência do fato imputado ao policial.

O julgamento tem previsão de se estender até a noite, podendo chegar à madrugada. Estão previstas três horas para os debates da acusação e outras três horas para a defesa, em conjunto. Caso a acusação opte pela réplica, terá mais duas horas, seguidas de até duas horas para a tréplica da defesa.

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