Assessor dos EUA que visitará Bolsonaro veio ao Brasil discutir PCC e CV
Darren Beattie, assessor ligado ao Departamento de Estado dos EUA que irá visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda na próxima semana, foi um dos emissários do secretário Marco Rubio que visitou o Brasil no ano passado para discutir a atuação de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Além dele, os assessores Ricardo Pitta (conselheiro sênior Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental) e Joshua Johnson (membro do Escritório de Serviços Externos do Departamento de Estado) também se encontraram com autoridades brasileiras, entre elas o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. Ele é integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-SP e uma das referências no combate ao PCC.
Na terça-feira (10) à noite, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita de Beattie a Bolsonaro.
Ricardo Pitta já se encontrou com o ex-presidente, em maio do ano passado. Na ocasião, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou uma foto do encontro no Instagram.

Ricardo Pitta e Bolsonaro
Terrorismo
Como o colunista da Jovem Pan Eliseu Caetano noticiou na segunda-feira (9), os EUA planejam classificar o PCC e o CV como terroristas.
Após a notícia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Rubio conversaram ao telefone para discutir a relação entre os países. Integrantes do governo brasileiro temem que a classificação possa dar verniz legal a intervenções militares na América Latina, e lembram da operação de captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
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