Após receber críticas do governo Lula, Temer defende reforma trabalhista: ‘Ousadia de promover modernização’
Em discurso nesta quinta-feira, 7, o ex-presidente da República, Michel Temer, destacou a reforma trabalhista como importante avanço de seu governo: “Quando eu viajava por aí, o que eu mais ouvia do empresariado estrangeiro e nacional eram duas dificuldades fundamentais. A primeira, de natureza trabalhista. A segunda, de natureza tributária. A burocracia tributária de um lado, e de outro lado os desajustamentos do direito trabalhista no país. Nós tivemos a coragem, mais do que a coragem, talvez a ousadia, de promover uma grande modernização trabalhista. Vocês sabem que mexer em direito do trabalho é mexer em vespeiro, mas nós fizemos mediante diálogo. Só existe diálogo, porque existe uma democracia extraordinária no Brasil, porque as instituições democráticas estão suficientemente estratificadas, nada pode abalá-las”. A declaração foi dada dois dias após o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticar a alteração na lei de terceirização, aprovada na reforma trabalhista de 2017, como uma das causas do cenário de violações aos direitos trabalhistas como o trabalho análogo à escravidão.
Apesar de ser amplamente criticado pelos apoiadores do presidente Lula (PT), Temer teceu elogios a todos os governos posteriores à redemocratização do Brasil, mas omitiu o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Ao longo do tempo, fomos reconhecendo cada avanço que cada presidente fez, especialmente a partir de 1988. Não temos dúvidas disso. O Sarney permitiu a redemocratização do país, o Collor revolucionou a indústria na medida em que fez algumas afirmações, o Fernando Henrique fez reformas, o Lula tornou visível a pobreza do país e propôs fórmulas, a Sra. presidente Dilma chegou e deu sequência àquilo que foi feito anteriormente e eu próprio, pelas reformas que fiz ao país”. As afirmações do ex-presidente foram dadas durante palestra em mais uma edição do Lide Brazil Conference, realizado em Milão, nesta quinta. A programação do evento, que conta com governadores, prefeitos, ministros e outras autoridades brasileiras, está focada no potencial dos investimentos multilaterais entre Brasil e Itália.
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*Com informações do repórter Daniel Lian
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