‘Porque não está sendo dado seguimento a essa investigação?’, questiona Salles sobre CPI do radiolão
O senador Luiz Carlos Heinze iniciou, na tarde desta quinta-feira, 27, a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar indícios de irregularidades na divulgação de inserções eleitorais durante o pleito de 2022. O parlamentar disse que busca a adoção de providências cabíveis ao caso, alegando que o Partido dos Trabalhadores foi favorecido. Para protocolar um pedido de CPI no Senado Federal, é necessário a coleta de 27 assinaturas, bem como um fato determinado que será investigado e um prazo para que os trabalhos aconteçam. Na Câmara dos Deputados, a base governista já se movimenta para pedir a abertura de uma comissão de inquérito. Até o momento, 50 assinaturas das 171 já foram colhidas. O pedido é encabeçado pelo deputado federal Diego Garcia e apoiado por Carla Zambelli, Carlos Jordi e Paulo Martins. A denúncia é feita pela campanha de Jair Bolsonaro de que 154 mil inserções políticas não teriam sido feitas em rádios e a posterior exoneração de um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi vista pelos parlamentares como atestado de culpa da corte.
Durante o programa Os Pingos dos Is, da Jovem Pan, o comentarista Ricardo Salles afirmou que o Senado Federal precisa cumprir uma missão e que, até o momento, não cumpriu pois o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, “desempenha uma função que outrora foi desempenhado pelo Rodrigo Maia, ou seja, de oposição ao governo”. Em relação ao andamento da CPI do Radiolão, o analista ressaltou que será necessário esperar até a próxima legislatura, tanto na Câmara quando no Senado, para que um novo presidente possa dar andamento em outras Comissões Parlamentares de Inquérito. “Tantas e quantas investigações foram abertas contra o governo Bolsonaro, sem fundamento nenhum, como artigo de jornal. É o mesmo caso do Radiolão. Até como forma de demonstrar imparcialidade, teria que ter sido acolhida a petição, dado seguimento e, lá na frente, caso identificado que não há fundamento, arquiva. Verificou que tem fundamento? Pune. Porque não está sendo dado seguimento a essa investigação?”, pontuou.
Confira o programa desta quinta-feira, 27:
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