Deputado elogia operações policiais, mas cobra valorização: ‘Não há segurança com a tropa exausta’
O deputado federal Sargento Portugal (Podemos–RJ) avaliou as megaoperações policiais realizadas no Rio de Janeiro ao longo de 2025. O parlamentar reconheceu a eficácia das ações no enfrentamento ao crime organizado e o amplo apoio da população, mas destacou que os resultados não podem ignorar as condições de trabalho dos agentes de segurança.
Segundo Portugal, policiais militares têm enfrentado uma rotina de sobrecarga nos batalhões e também durante a atuação em grandes eventos, como festas populares, shows musicais e eventos esportivos realizados em diversas regiões do estado. “As megaoperações têm o apoio da sociedade e o meu também, mas não podemos fechar os olhos para a realidade de quem está na linha de frente. Recebo diariamente denúncias de escalas desumanas, o que penaliza o policial que já trabalha no limite”, afirmou o deputado.
O parlamentar ressaltou que mantém cobranças constantes ao secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro e ao governador do estado, exigindo providências para garantir condições dignas de trabalho à tropa. “Cobro incansavelmente o secretário da PM e o governador para que respeitem a carga horária dos policiais. Essa é uma luta diária, pública e transparente, como mostro constantemente nas minhas redes sociais”, acrescentou.
Na mesma linha, Sargento Portugal destacou o Projeto de Lei nº 5.967/2023, de sua autoria, que estabelece carga horária máxima de 144 horas mensais para policiais e bombeiros militares. A proposta prevê a criação de banco de horas e a possibilidade de pagamento de remuneração extra, conforme regulamentação do Poder Executivo. No Rio de Janeiro, esse modelo já é adotado por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS).
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“Segurança pública eficiente só existe com profissionais valorizados. Meu projeto busca equilíbrio entre o combate ao crime e a preservação da saúde física e mental dos nossos policiais e bombeiros”, ressaltou. Ao concluir, o deputado reforçou a defesa da categoria. “Temos a melhor segurança pública do Brasil. Imagine como seria ainda melhor se os operadores fossem devidamente valorizados”, finalizou.
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