Obras do monotrilho não avançam em São Paulo; prazo inicial de entrega era em 2014
As obras da linha 17-Ouro do monotrilho em São Paulo continuam paralisadas. A reportagem da Jovem Pan News foi até o local para averiguar o andamento e observou que não há trabalhadores atuando no canteiro de obras. Quase todo o percurso do monotrilho está inacabado. O projeto original prevê 17,7 quilômetros de vias elevadas que deveria ligar a estação São Paulo-Morumbi em dois destinos diferentes, a chamada operação em Y, de um lado até o aeroporto de Congonhas e de outro até a estação Jabaquara. A linha 17-Ouro também deveria ter ligação com outras linhas do metrô e da CPTM. Oficialmente, a linha Ouro ainda está em obras, mas já deveria ter sido entregue desde o período da Copa do Mundo de 2014. A construção da linha envolve cinco contratos, um para o pátio de manutenção, três para a construção de nove estações e um último principal, que contempla trens, vigas e sinalização. Entretanto, há menos de uma semana, o consórcio que estava responsável por desenvolver a linha elétrica, a TSEA – Ferreira Guedes – Adtranz, teve o contrato rescindido, segundo publicação do Diario Oficial de São Paulo. O motivo da rescisão foi o descumprimento do contrato pelo consórcio. A quebra do contrato resultou em multa à empresa, além de sanção judicial. Uma nova licitação está em fase final de elaboração.
Apesar do cenário encontrado pela reportagem, o metrô de São Paulo disse, em nota, que as obras não estão paralisadas, que foram retomadas no final de 2020 após outras rescisões de contratos parados. O metrô disse ainda que o foco das obras é a conclusão do trecho prioritário de 6,7 quilômetros de extensão operacional, além de oito estações que devem proporcionar a conexão ao aeroporto de Congonhas. Os demais trechos só deverão ser construídos a medida que terrenos forem desapropriados. O metrô diz por fim que, além da conclusão da estação Morumbi, foi possível avançar com a instalação de vigas e acabamento de estações, que estariam recebendo coberturas e escadas rolantes. A fabricação de trens e sistemas também precisou ser recontratada e, neste momento, as composições estão sendo fabricadas, com um trem de cabeça de série já tendo sido apresentado ao poder público.
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*Com informações do repórter Maicon Mendes
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