‘Guerra só termina quando Ucrânia reconquistar a Crimeia’, afirma Zelensky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelesnky, afirmou nesta terça-feira, 23, durante a segunda reunião internacional “Plataforma da Crimeia”, que a guerra contra a Rússia só termina quando a Ucrânia reconquistar o território anexado por Moscou em 2014. “É necessário que a Crimeia seja libertada para que se chegue verdadeiramente à vitória, para que o direito internacional seja restabelecido”, declarou líder ucraniano. “Tudo começou na Crimeia e deve terminar lá”, acrescentou e prometeu aos cidadãos que são de lá ou que moram lá que fará o território voltar a fazer parte da Ucrânia. O encontro realizado nesta terça-feira, 23, aconteceu na véspera no 31º aniversário de independência do país, que coincide com o ia em que o conflito completa seis meses. “As bandeiras azuis e amarelas voltarão para casa, onde têm o direito de existirem, em todas as vilas e cidades da Ucrânia temporariamente ocupadas”, declarou Zelensky. “Não reconhecemos jamais nenhuma outra cor em nossa terra e em nossos céus”, acrescentou e afirmou: “Estamos sempre prontos para defender a bandeira azul e amarela”. A Crimeia é um território localizado no Mar Negro e foi tomada pelos russos em 2014 durante um conflito separatistas que atingiu a região no final do ano anterior. Além da anexação unilateral da área, Moscou treinou e enviou dinheiro e armamentos para os grupos separatistas da região do Donbass, formados por Donetsk e Lugansk, e que agora são o atual foco do conflito.
A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, que estava presente na reunião, afirmou que o bloco “nunca reconhecerá a anexação ilegal” e disse que vão trabalhar “incansavelmente com a Ucrânia para denunciar as violações dos direitos humano, assegurar a justiça aos responsáveis e para apoiar as vítimas”. Von der Leyen também aproveitou o momento para comentar sobre o ingresso dos ucranianos ao bloco. Atualmente o país tem status de candidata. “A UE estará ao lado da Ucrânia pelo tempo que for preciso e nosso desejo em ver a Ucrânia como um membro da UE nunca foi tão forte”, pontuou. Autoridades de outros países também estiveram presente na reunião e mostraram o seu apoio à Zelensky. Mario Draghi, premiê da Itália, afirmou que seu país apoia “sem hesitação” a Plataforma da Crimeia e ressaltou que o governo “sempre condenou” a ocupação feita pelos russos há mais de oito anos. Olaf Scholz declarou que Berlim vai continuar fornecendo armas à Ucrânia e apoiando Kiev com as sanções e financeiramente.

*Com informações da ANSA
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