Ex-chefe da Fórmula 1, Ecclestone se declara inocente das acusações de fraude fiscal
Chefe da Fórmula 1 por quatro temporadas, Bernie Ecclestone está sendo julgado na Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, por não declarar cerca de 400 milhões de libras (mais de R$ 2,4 bilhões) em ativos. Em seu primeiro depoimento, nesta segunda-feira, 22, ele se declarou inocente das acusações e terá garantia de continuar em liberdade ao menos até a próxima sessão, marcada para 19 de setembro, uma vez que conseguiu fiança incondicional. Atualmente com 91 anos, o ex-dirigente foi alvo de uma investigação sobre suas movimentações financeiras entre julho de 2013 e outubro de 2016. Com as informações colhidas pelas autoridades fiscais britânicas, o Ministério Público autorizou tornar o empresário e dirigente esportivo em réu num processo por fraude financeira. De acordo com a apuração, o valor milionário é referente a um fundo fiduciário não declarado em Cingapura. Em sua defesa, Ecclestone disse não ser “dono ou beneficiário de nenhum outro fundo” a não ser um que foi criado para o benefício de suas filhas Deborah, Tamara e Petra, todas adultas.
Ex-piloto e chefe de equipe, Ecclestone alcançou na década de 1970 a posição de grande chefão da Fórmula 1, ou CEO, cargo que ocupou por quase quatro décadas seguidas, até a Fórmula 1 ser vendida ao grupo americano Liberty Media, em 2017. Mesmo fora do comando, o britânico não deixou os holofotes e sempre está envolvido em polêmicas. Em maio deste ano, foi preso no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), por portar ilegalmente uma arma, mas pagou fiança e foi liberado para embarcar em um voo particular rumo à Suíça. Proprietário de uma fazenda na cidade de Amparo, no interior de São Paulo, onde cultiva café, estava no Brasil para tratar de assuntos particulares e também para negócios. O inglês tem forte ligação com o país, uma vez que é casado com a brasileira Fabiana Ecclestone, atualmente uma das vice-presidentes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Além disso, é amigo do ex-piloto Nelson Piquet, de quem foi chefe. Em junho deste ano, quando Piquet usou um termo racista para se referir a Lewis Hamilton, o Ecclestone saiu em defesa do brasileiro, dizendo não se tratar de “algo terrível”.
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*Com informações do Estadão Conteúdo
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