Governo afirma que banqueiros assinaram manifesto pois perderam R$ 40 bi com Pix
O ministro-chefe da Casa-Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), utilizou as suas redes sociais nesta terça-feira, 26, para acusar banqueiros, economista e empresários do setor de apoiarem a realização de um manifesto pela democracia após deixar de ganhar R$ 40 bilhões anuais com a implementação do Pix – sistema de pagamentos instantâneo e sem tarifas lançado pelo Banco Central (BC). Em uma série de mensagens direcionadas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o político piauiense afirmou que a independência do BC – realizada durante a atual gestão – foi o que possibilitou aos economistas assinarem manifestos contrários aos chefes do Executivo. “Antes, o Banco Central podia ser o chicote ou o bombom dos governos para os banqueiros”, argumentou.
Até o momento, o manifesto encontra-se com mais de 3 mil assinaturas e conta com a participação de importantes personalidades da economia brasileira como o presidente da Natura, Fábio Barbosa; e Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza. No documento, os executivos dizem acreditar no Brasil “apesar do momento difícil”, que “o futuro só será possível com a estabilidade democrática” e que “a sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias”. No entanto, Ciro considerou que as perdas econômicas do setor através da política governamental motivou o posicionamento dos empresários. “Presidente, se o senhor faz alguém perder 40 bilhões por ano para beneficiar os brasileiros, não surpreende que o prejudicado assine manifesto contra o senhor”, pontuou.
Então, presidente, se o senhor faz alguém perder 40 bilhões por ano para beneficiar os brasileiros, não surpreende que o prejudicado assine manifesto contra o senhor.
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 26, 2022
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Beatriz Manfredini
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