Moraes autoriza PF a compartilhar provas de inquérito sobre Bolsonaro em investigação das milícias digitais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a compartilhar as provas obtidas no inquérito sobre o vazamento de dados sigilosos pelo presidente Jair Bolsonaro com as investigações sobre a atuação das milícias digitais. O magistrado também permitiu o compartilhamento destas informações com a apuração que mira a live semanal na qual o chefe do Executivo federal associou a vacina contra a Covid-19 à Aids. A transmissão ao vivo, feita pelas redes sociais, foi retirada do ar pelo Facebook, YouTube e Instagram.
O compartilhamento foi solicitado pela delegada Denisse Ribeiro, que, em seu relatório final, afirmou que Bolsonaro cometeu crime ao divulgar informações sigilosas sobre a investigação que apurava a ocorrência de um ataque hacker ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A PF, no entanto, não indiciou o chefe do Executivo federal, sob a justificativa de que ele tem foro privilegiado. A corporação afirma que o entorno presidencial pode utilizar o mesmo modus operandi da milícia digital para disseminar notícias falsas. “Dados armazenados em serviço de nuvem apontam a participação de Mauro Cid em outros eventos (vide relatório de análise nº 001/2022) também destinados à difusão de notícias promotoras de desinformação da população”, escreveu a PF. O tenente-coronel Mauro Cid é ajudante de ordens da Presidência. Denisse Ribeiro destaca que o auxiliar pode ter participado de “outros eventos destinados à difusão de notícias promotoras de desinformação”.
[jp-related-posts ids=”1216917,1216756,1216468″]
“Verifico a pertinência do requerimento da autoridade policial, notadamente em razão da identidade de agentes investigados nestes autos e da semelhança do modus operandi das condutas aqui analisadas com as apuradas nos Inquéritos 4.874/DF e 4.888/DF, ambos de minha relatoria”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes, em um despacho de quatro páginas. Na última semana, o magistrado encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, o relatório da PF que apontou crime de Bolsonaro. Cabe ao chefe do Ministério Público Federal (MPF) decidir se apresenta denúncia contra o presidente da República ou se arquiva a investigação.
continue lendo
Política
PT pede ao TSE investigação sobre Flávio e Eduardo por interferência estrangeira nas eleições
Campanha de Lula alega que Flávio e Eduardo teriam articulado o apoio do presidente americano Donald Trump para favorecer a candidatura do filho de Bolsonaro
- Anaí Caproni: a militante do ABC que pode se tornar a primeira-dama de um governo operário Jovem Pan · há 2 horas
- Alexandre Curi: o herdeiro político do Paraná que agora mira o Senado Jovem Pan · há 13 horas
- Quem é Adaílton Fúria, candidato ao governo de Rondônia Beatriz Lia · há 19 horas
- Do jornalismo ao Senado: Quem é Marcos Rogério, nome do PL ao governo de RO Lucas Peçanha · há 20 horas