Bolsonaro rebate críticas ao MEC, mas diz que mudaria questões do Enem ‘se pudesse’
O governo federal quer criar 89 escolas cívico-militares em 2022. No modelo, o militar atua no apoio à gestão educacional, enquanto os professores são responsáveis pelo trabalho didático pedagógico. Nesta quarta-feira, 24, durante cerimônia de certificação de 43 escolas cívico-militares, o presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu o modelo. “O que acontece de errado no Brasil, nas últimas décadas? Há um desvirtuamento, não por parte de todos os professores, mas por parte de alguns, uma militância operando em sala de aula.”
Também na cerimônia, o presidente voltou a falar sobre o Exame Nacional do Ensino Médico (Enem). Ele criticou a mídia pelas notícias de que haveria uma tentava de interferência na prova. Jair Bolsonaro negou as acusações, mas disse que, se tivesse a possibilidade, tentaria mudar algumas questões do exame. “Na imprensa saiu que eu queria colocar matéria da ditadura militar. Não vou discutir se foi ou não foi ditadura militar. Mas queria colocar uma questão, se pudesse. Quem foi o primeiro general que assumiu em 1964? Foi Castelo Branco. Em qual data? Duvido que a imprensa acertaria se fosse fazer a prova”, afirmou durante pronunciamento.
*Com informações da repórter Iasmin Costa
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