Coronavírus, gripe, sarampo: Como se prevenir estando no grupo de risco?
O novo coronavírus já matou mais de 1300 pessoas e deixou ao menos 63 mil infectados em 24 países registrados – além da China, onde o COVID-19 teve início. Se para quem tem uma boa saúde e pode se medicar normalmente a apreensão já é grande, como ficam as pessoas que pertencem aos grupos de risco?
Grávidas, lactantes, crianças menores de um ano, idosos, diabéticos e pessoas que estão em tratamentos como quimioterapia são apenas parte do grupo que precisa de atenção redobrada para qualquer vírus infectocontagioso – não apenas com o coronavírus.
De acordo com o clínico-geral do MIT (Massachusetts Institute of Technology) Luís Fernando Correia “portadores de doenças cardiovasculares, que tenham doenças auto-imunes como lúpus ou artrite reumatoide e portadores do vírus HIV em atividade” completam o grupo principal de risco.
A infectologista do Hospital São Luiz Raquel Muarrek explica que isso acontece porque a imunidade dessas pessoas está mais sensível. “Pessoas com patologias como o câncer precisam da imunidade para o tratamento. Quem tem doenças auto-imunes, também. Já grávidas estão mais suscetíveis porque, a cada trimestre, ela passa uma porcentagem da sua imunidade para ajudar no desenvolvimento do bebê.”
[jp-podcast id=”885188″]
Luís Fernando Correia destaca que é importante que haja uma espécie de “etiqueta respiratória” com a higiene. “Lavar as mãos com ainda mais frequência, se espirrar usar um lenço de papel e jogar fora, não ficar em ambientes de aglomeração principalmente se perceber que há pessoas espirrando ou tossindo. São medidas que ajudam bastante.”
Muarrek lembra também a importância de não levar a mão à boca. “O vírus fica de 7h a 10h vivo em uma superfície. Então às vezes você não sabe que alguém espirrou ali e pode se infectar. Se eu não estou imunologicamente adequada, eu fico resguardado. Quem tiver contato direto com vírus precisa usar máscara porque transmite mesmo antes dos sintomas aparecerem. O que pode ser feito a mais é lavar bem as narinas, tomar vitaminas e se hidratar”, completa Raquel.
Para potencializar ainda mais os cuidados, a infectologista do Delboni Alriemo Lígia Pierrotti garante que álcool gel pode ser um bom aliado. “A higienização das mãos é igualmente eficaz se realizada com água e sabão ou com solução alcoólica apropriada para isso. Elas são práticas para serem usadas em ambientes externos, ao longo do dia, e podem ser levadas nas bolsas e mochilas.”
Outra forma de prevenção para as doenças infectocontagiosas são as vacinas. Ainda que para o coronavírus não exista uma, muitos vírus – como o da própria gripe – já contam com ela.
Nesse caso, grande parte das vacinas é feita com o vírus vivo – o que as torna não indicadas para alguns grupos de pessoas. A infectologista Raquel Muarrek afirma que ainda assim há como se prevenir, mas que não depende de um só indivíduo.
“Se uma pessoa não pode vacinar, a família pode. Existe uma coisa que chama ‘vacinação por rebanho’. Quem convive com uma pessoa que não pode se vacinar tem a obrigação de ajudar. Por isso existem as campanhas de vacinação em massa. Os familiares protegidos fazem barreira para quem não pode.”
Assuntos
continue lendo
Brasil
Defesa Civil emite alerta para risco de inundação em Porto Alegre
O órgão indicou haver alto risco de elevação do Rio Guaíba em razão das chuvas registradas no Rio Grande do Sul
- Motor de avião estoura durante decolagem de Goiânia para Brasília; veja vídeo Jovem Pan · há 9 horas
- Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que desapareceu com Rick em SC Agência Brasil · há 9 horas
- Por unanimidade, STF iguala licença-maternidade de mães biológicas e adotivas Agência Brasil · há 10 horas
- Localização enviada por piloto antes de voo ajudou a achar helicóptero com Rick Estadão Conteúdo · há 11 horas