Empresas pedem valor máximo de remuneração previsto em licitação de ônibus de SP
A Prefeitura de São Paulo abriu nesta segunda-feira, 25, os envelopes com as propostas das empresas interessadas na licitação de ônibus na capital. Após a falta de concorrência – na entrega dos envelopes em fevereiro houve proposta para apenas um dos 32 lotes da cidade -, hoje as companhias pediram o valor máximo permitido na licitação. Das 32 participantes, apenas a Gatusa, que opera na zona Oeste, pediu um valor abaixo do teto. De acordo com a licitação, o teto para a tarifa de remuneração traz uma variação de acordo com o sistema. Nas linhas do sistema estrutural, a remuneração variou entre R$2,94 a R$3,94; no sistema de articulação, de R$2,80 a R$3,58; e no de Distribuição de R$1,84 a R$ 3,32. Esses valores são reembolsados às empresas (tendo como base a tarifa para o passageiro – que hoje é de R$ 4,30).
A previsão é de que os contratos sejam assinados em até 60 dias após a homologação da licitação, que é a maior para transporte público do País, com contratos estimados em R$ 71 bilhões. Os contratos devem valer por um prazo de 20 anos. São Paulo não tem licitação no sistema de ônibus há cinco anos e as empresas vêm operando na cidade através de contratos emergenciais.
A Secretaria de Mobilidade e Transportes informou que “todos os lotes tiveram empresas devidamente habilitadas com a documentação exigida e receberam propostas comerciais dentro do limite estabelecido no edital.” As planilhas de custos serão em analisadas pela Comissão de Licitação e as empresas ganhadoras serão anunciadas em nova data no Diário Oficial da Cidade.
O secretário de Mobilidade e Transportes Edson Caram disse que “ficaria preocupado se as empresas tivessem dado um desconto que inviabilizasse a execucão do serviço.” “Nos formatamos a licitação com valores justos e coerentes. O resultado está dentro do esperado. O importante é que as empresas prestem o serviço que estamos esperando delas”, comentou Caram.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), Francisco Christovan, afirmou que “o cálculo do custo do transporte é feito com base em planilhas”. “São números, é matemática, não tem o que discutir. Dentro do cálculo de cada empresa, de acordo com as simulações, ficou estabelecido que o limite fixado pela SPTrans era o que mais se aproximava da realidade”, afirmou.
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