Ministério da Saúde atualiza portaria sobre aborto e médicos ainda precisarão avisar a polícia
O Ministério da Saúde editou nesta quinta-feira, 24, a portaria que dispõe sobre a autorização de aborto nos casos previstos em lei pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os médicos e demais profissionais da saúde continuarão precisando comunicar o fato as autoridades policiais, além de preservar possíveis evidências materiais do crime, como fragmentos de embrião ou feto para a realização de confrontos genéticos que poderão levar à identificação do respectivo autor do crime. Apesar de retirar a palavra “obrigatoriedade”, o novo texto ainda orienta que os profissionais da saúde “deverão” denunciar o caso à polícia, independentemente da vontade da vítima.
[jp-related-posts ids=”979751,979698″]
A deputada federal Bia Kicis (PSL) disse, em publicação na sua página oficial no Twitter, que o médico continua obrigado a comunicar o fato, e que a “desobediência será interpretada como contravenção penal”. Segundo ela, a intenção é “punir o estuprador”, e não prejudicar a vítima, já que a “portaria não pode determinar nada contra a lei”. Após a edição da portaria pelo ministro Eduardo Pazuello, o Supremo Tribunal Federal (STF), retirou da pauta de julgamentos a ação que questionava o antigo documento. De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, será necessário “melhor exame” do assunto.
O Ministério da Saúde havia mudado as regras sobre o aborto alguns dias após o caso envolvendo uma criança de 10 anos estuprada e que engravidou do tio no Espírito Santo. Os dados dela foram vazados pela extremista Sara Giromini nas redes sociais. No dia em que a criança foi internada, em Recife, para interromper a gravidez de forma legal, um grupo contra o aborto foi para a frente do hospital e tentou impedir o procedimento. Quase um mês depois, o assunto voltou à pauta nesta quinta-feira, 24. Na época, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a portaria era “inconstitucional” e “absurda”. Segundo ele, o marco legal brasileiro sobre o aborto em caso de estupro é muito “claro e nítido”. “A melhor decisão é que o governo pudesse recuar, se isso não ocorrer, devemos ter voto aqui na Câmara ou ir ao Supremo Tribunal Federal para sustar uma portaria ilegal”, afirmou.
Assuntos
continue lendo
Brasil
Como fazer a maquiagem não derreter no rosto em dias de calor extremo
A combinação de suor intenso e cosméticos inadequados obstrui os poros e causa inflamações, mas a preparação correta protege a saúde da pele
- Professora é presa após tirar fotos de bebês e enviar para ex-apresentador no PR Jovem Pan · há 2 meses
- Empresário de Brasília desaparece em SP após viajar para negociar carro Estadão Conteúdo · há 2 meses
- O que se sabe sobre a morte de bebê de 10 meses que teria sido estuprada no CE Jovem Pan · há 2 meses
- Inscrições para edição do segundo semestre do Fies terminam nesta sexta Agência Brasil · há 2 meses