STF recebe novas ações contra descontos na mensalidade escolar
As associações que representam escolas e faculdades particulares entraram com novas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspenderem leis estaduais que concederam descontos lineares nas mensalidades. Nas ações, as entidades pedem uma liminar para proibir a concessão de desconto compulsório. Devido ao recesso de julho na Corte ainda não há prazo para decisão. Em todo o país, os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus provocaram demissões ou redução de salários de diversos trabalhadores. Sem recursos suficientes para pagar as mensalidades, quem foi afetado pediu desconto no pagamento ou retirou seus filhos das escolas. Os que mantiveram a renda também passaram a cobrar a redução diante da proibição de aulas presenciais.
[jp-related-posts ids=”948867,948863″]
As duas novas ações foram protocoladas pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras e a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup). As entidades alegam que as normas de vários estados retiram das escolas privadas o poder de negociar com os pais ou alunos individualmente os atrasos no pagamento, beneficiando quem não teve a renda afetada durante a pandemia.
Além disso, o setor alega que o serviço educacional continua sendo prestado de forma remota, por meio de aulas virtuais, autorizadas pelo Conselho Nacional de Educação. Segundo a Anup a medida causa dificuldades financeiras aos estabelecimentos, que correm o risco de encerrarem suas atividades devido a sua insustentabilidade econômica.
“Trata-se de solução legislativa que prejudica não somente os proprietários desses estabelecimentos, mais os milhares de alunos do ensino superior privado no Brasil, além de profissionais que serão desempregados em decorrência dessas medidas”, diz em nota a Anup.
Pelos menos mais três ações também contestam no Supremo a imposição de descontos nas mensalidades escolares durante a pandemia. Nessas ações também não há prazo para decisão.
*Com Agência Brasil
Assuntos
continue lendo
Brasil
Por unanimidade, STF iguala licença-maternidade de mães biológicas e adotivas
Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito a 180 dias de licença remunerada
- Defesa Civil emite alerta para risco de inundação em Porto Alegre Agência Brasil · há 3 dias
- Motor de avião estoura durante decolagem de Goiânia para Brasília; veja vídeo Jovem Pan · há 3 dias
- Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que desapareceu com Rick em SC Agência Brasil · há 3 dias
- Localização enviada por piloto antes de voo ajudou a achar helicóptero com Rick Estadão Conteúdo · há 3 dias