Sete cidades paulistas são alvos de operação contra falsificação de bebidas
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (14), a operação “Poison Studies” — que em tradução livre significa “fonte do veneno” — para combater a produção e comercialização de bebidas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica que já provocou casos de intoxicação no estado. A ação ocorre simultaneamente na capital paulista e o restante em Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara, mobilizando cerca de 150 policiais civis. Ao todo, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de envolvimento no esquema.
De acordo com a delegada Leslie Caran Petrus, responsável pela coordenação da operação, as investigações tiveram início há cerca de 10 dias, a partir de um flagrante que resultou na prisão de um dos maiores fornecedores de bebidas falsificadas do Brasil. “Ele comercializava garrafas com rótulos, tampas e lacres praticamente impossíveis de identificar como falsos”, afirmou.
Com base nesse flagrante, a polícia identificou os compradores do produto adulterado e passou a monitorar os pontos de distribuição, o que levou à operação desta terça-feira (14). Entre os itens procurados pelos agentes estão produtos, maquinários, insumos, celulares, documentos e outros objetos que possam auxiliar na comprovação das atividades ilícitas e na identificação dos envolvidos.
As investigações correm sob segredo de justiça, e os resultados da operação serão divulgados ao longo do dia.
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Para reforçar as medidas de combate à contaminação por metanol, o governo de São Paulo instituiu em 30 de setembro um gabinete de crise, composto pelas secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda, Justiça e Desenvolvimento Econômico, além da Comunicação e das Vigilâncias Sanitárias Municipais. Entre as ações coordenadas pela força-tarefa estão a interdição cautelar de estabelecimentos suspeitos de comercializar bebidas adulteradas e o recolhimento de garrafas para perícia.
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David de Tarso
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