A seleção brasileira ficou na sexta colocação na primeira Copa da história
Hoje gostaria destacar a participação brasileira na primeira Copa da história, em 1930. O desempenho nacional ficou comprometido por causa de divergências entre dirigentes paulistas e cariocas. A equipe não contou com a força máxima, pois os grandes jogadores de São Paulo não foram para o Mundial. Eram tempos do futebol amador.
A profissionalização veio somente três anos depois. Uma reportagem da Folha da Manhã, publicada em junho de 1930, relatava o clima tenso entre São Paulo e Rio de Janeiro: “Ruidoso incidente entre a Confederação e a APEA em torno do campeonato mundial de Montevidéu. Até agora a CBD não deu a menor satisfação à Associação, sobre requisições dos jogadores desta”.
A Apea (Associação Paulista dos Esportes Atléticos) estava em guerra com a carioca CBD (Confederação Brasileira de Desportos), criada em 1914 para administrar as modalidades esportivas no Brasil, incluindo o futebol. A CBD era a responsável por levar a seleção nacional para a Copa. Os paulistas defendiam que a comissão técnica fosse composta por profissionais, e não por amadores. Além de ser contra a profissionalização, a CBD não aceitou representantes da Apea na comissão técnica que iria ao Uruguai. Consequência: os clubes de São Paulo se negaram a ceder jogadores para a seleção.
A equipe, comandada por Píndaro de Carvalho, não passou da primeira fase: perdeu para a Iugoslávia, 2 a 1, e venceu a Bolívia por 4 a 0. Abaixo as escalações nacionais para as duas partidas:
BRASIL 1 × 2 IUGOSLÁVIA – Montevidéu – 14.07.30
Joel, Brilhante e Itália; Hermógenes, Fausto e Fernando; Nilo, Poli, Araken, Preguinho e Teóphilo. A partida foi disputada no Estádio Parque Central.
BRASIL 4 × 0 BOLÍVIA – Montevidéu – 20.07.30
Velloso, Zé Luis e Itália; Hermógenes, Fausto e Fernando; Benedito, Russinho, Carvalho Leite, Preguinho e Moderato. O jogo foi no Estádio Centenário.
A seleção brasileira amargou a sexta colocação no Mundial vencido pelo Uruguai.
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