As quartas de final da Copa começam hoje, e, pela primeira vez desde 1934, sem Brasil, Alemanha ou Itália
França, Marrocos, Bélgica, Espanha, Noruega, Inglaterra, Suíça e Argentina começam a brigar pelas quatro vagas das semifinais do mundial. Pela primeira vez, desde 1934, Brasil, Itália ou Alemanha, seleções que somam treze títulos, não estão entre as oito melhores da Copa. Dos classificados para às quartas de final em 2026, quatro já ergueram a taça: França, Espanha, Inglaterra e Argentina.
Em Boston, franceses e marroquinos vão reeditar a semifinal do mundial do Qatar, vencida pelos “azuis” por 2 a 0. Já os africanos têm o desafio de repetir a façanha de chegar entre os quatro melhores da competição. As ligações históricas entre os dois países, pois Marrocos teve um protetorado francês de 1912 a 1956, deixam o clima de rivalidade mais pesado. Nesta quarta-feira, o treinador Didier Deschamps foi repreendido por jornalistas marroquinos que não tiveram chance de fazer perguntas a ele na entrevista coletiva. Contrariado, o técnico aceitou responder mais uma questão.
Depois de um jogo tenso contra o Paraguai, a França, favorita ao título, terá o maior teste até agora na Copa. Já Marrocos, que dificultou a vida do Brasil na estreia e despachou, por exemplo, a Holanda, não tem nada a perder.
Fique de olho na reta final da Copa e acompanhe as transmissões pela Rádio Jovem Pan:
- Marrocos x França – quinta-feira, às 17h – Boston
- Bélgica x Espanha – sexta-feira, às 16h – Los Angeles
- Noruega x Inglaterra – sábado, às 18h – Miami
- Suíça x Argentina – sábado, às 22h – Kansas City
A cabeça do torcedor brasileiro ainda está inchada pela eliminação precoce na Copa, mas trago ao “Memória da Pan” mais uma raridade das transmissões esportivas. Em 1958, na campanha do primeiro título da seleção, a equipe brasileira empatou com a Inglaterra por 0 a 0, em Gotemburgo, na Suécia, na segunda partida da fase de grupos. O resultado obrigou o técnico Vicente Feola a colocar Pelé, Garrincha e Zito no jogo seguinte contra a URSS. A narração é de Mendes Ribeiro pela Rádio Guaíba. O áudio foi gentilmente cedido pelo pesquisador Ciro Götz.
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Thiago Uberreich
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