Indefinições ainda atormentam Ancelotti a cinco dias da estreia na Copa
Em 2002, Emerson, capitão do Brasil, se machucou na véspera da estreia do Brasil contra a Turquia. O técnico Luiz Felipe Scolari não perdeu tempo e chamou Ricardinho. Agora, a poucos dias da estreia na Copa, contra o Marrocos, no sábado, foi Wesley que viveu o drama do corte, depois de sofrer uma lesão na perna esquerda. Com poucas opções para as laterais, Ancelotti chamou o volante Éderson, do Atalanta.
O treinador garante que já tem na cabeça praticamente todos os titulares para a estreia, mas, provavelmente, o italiano não deve estar dormindo com tranquilidade. Os jogos contra o Panamá e Egito mostraram que ele tem em mãos atletas versáteis que podem atuar em mais de uma posição. O cenário, no entanto, dificulta o entrosamento do grupo, fundamental para o sucesso em uma Copa.
Voltando a 2002, Felipão foi construindo o time ao longo da competição e eu cito Kléberson que só ganhou a vaga de titular depois do confronto contra a Bélgica pelas oitavas de final. Já Ancelotti ainda deve estar em dúvida sobre a composição dos jogadores no meio de campo. No primeiro tempo do amistoso com o Egito, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá e Raphinha atuaram mais pelo centro, deixando as laterais sem proteção. Um ponto positivo do jogo foi a excelente marcação por pressão.
De qualquer forma, não há mais tempo para esquadrinhar a prancheta, a seleção precisa entrar em campo com as armas que tem e confiar na evolução do grupo durante a “inchada” Copa de 2026.
Neste fim de semana, os marroquinos, primeiros adversários do Brasil, empataram com a Noruega por 1 a 1. Eles vão chegar ao mundial de forma invicta há 29 partidas. Já os franceses, favoritos ao título, perderam para a Costa do Marfim por 2 a 1. A equipe de Deschamps entra em campo hoje contra a Irlanda do Norte, em Lille, às 16h10 (horário de Brasília), no último amistoso, antes do embarque para os Estados Unidos. Pelo visto, algumas dúvidas também rondam a cabeça do treinador eurupeu.
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Thiago Uberreich
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