Pelé marcou dois gols na final da Copa de 1958 e recebeu todas as reverências aos 17 anos de idade
Pelé nasceu em Três Corações, Minas Gerais, há exatos 84 anos. Foi em 23 de outubro de 1940 que Edson Arantes do Nascimento veio ao planeta para ser o maior embaixador que o Brasil já teve. Relembro no “Memória da Pan” a primeira grande conquista do Rei com a camisa da seleção: a da Copa de 1958, na Suécia, diante dos donos da casa. Abaixo, as escalações:
BRASIL 5 × 2 SUÉCIA – Estocolmo (Solna) – 29.06.58
Brasil: Gylmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo
Técnico: Vicente Feola
Suécia: Svensson, Bergmark, Axbom, Liedholm, Gustavsson, Parling, Hamrin, Gunnar Gren, Simonsson, Skoglund e Borjesson
Técnico: George Raynor
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Auxiliares: Albert Dusch (Alemanha) e Juan Gardeazabal (Espanha).
Gols: Liedholm (4) e Vavá (aos 9 e aos 32) no primeiro tempo. Pelé (10), Zagallo (23), Simonsson (35), e Pelé (45) na etapa final
Público: 49.737
Um dos lances mais marcantes da carreira de Pelé foi o terceiro gol da seleção naquela finalíssima, no segundo tempo. Pelé deu um “chapéu” em um adversário e balançou as redes. “(…) É um dos meus favoritos entre todos [os gols] — porque eu era muito jovem, mas também porque ninguém tinha visto um gol como aquele antes (…)”, contou o Rei na autobiografia. Na transmissão da Rádio Bandeirantes, o narrador Edson Leite soltou a voz: “Magistral o gol de Pelé”.
O garoto, de apenas 17 anos, ainda faria o quinto gol da seleção, aos 45 minutos da etapa final. Zagallo cruzou, o camisa 10 brasileiro conseguiu dar um toque de cabeça, entre dois adversários, quase na pequena área, e a bola foi entrando lentamente no canto direito do goleiro Svensson que, atônito, teve de se segurar na trave para não cair. Era o sexto gol de Pelé no torneio, artilheiro da seleção. O lance foi descrito assim por ele na autobiografia: “(…) eu subi mais do que dois defensores suecos, consegui cabecear e — como se tudo transcorresse em câmera lenta — observei a bola descrever uma curva e ir morrer no canto da rede (…)”.
Acompanhe agora a íntegra da partida final da Copa de 1958, na transmissão da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. A narração é de Jorge Curi e Oswaldo Moreira. É pura emoção!
Brasil 5 x 2 Suécia – final da Copa de 1958 – Rádio Nacional
[jp-related-posts ids=”1754098,1750762″]
Assuntos
continue lendo
Thiago Uberreich
Messi e Mbappé brigam pela artilharia da Copa, mas recorde de 1958 dificilmente será batido
Cada jogador marcou oito gols neste mundial e o duelo continua no fim de semana
- Com jogo bruto e genialidade de Messi, a Argentina chega à final de novo e com mais uma virada histórica Thiago Uberreich · há 2 meses
- Duelo entre Argentina e Inglaterra na Copa vai além da ‘mão de Deus’ de Maradona Thiago Uberreich · há 2 meses
- A França de 2026 entra para ‘grupo seleto’ das melhores seleções que não foram campeãs Thiago Uberreich · há 2 meses
- França busca hoje recordes do Brasil e tenta superar a Espanha, um adversário incômodo Thiago Uberreich · há 2 meses