Dólar cai a R$ 5,58 com manutenção dos juros nos EUA; Ibovespa retoma os 116 mil pontos
O mercado financeiro brasileiro fechou no campo positivo nesta terça-feira, 17, após a decisão já esperada do Banco Central dos Estados Unidos (Fed, em inglês) em manter os juros entre 0% e 0,25% e com a renovação do compromisso em manter a taxa neste patamar até 2023, apesar do aumento da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 de 4,2% para 6,5%. No cenário doméstico, investidores seguem à espera da divulgação do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), a partir das 18h30, do aumento da Selic, a taxa básica de juros brasileira, entre 2,25% a 2,75%. O dólar encerrou com queda de 0,59%, a R$ 5,586 após bater máxima de R$ 5,683 e mínima de R$ 5,571. A moeda encerrou a véspera com queda de 0,36%, cotado a R$ 5,619. O cenário levou o Ibovespa, a referência para a Bolsa de Valores brasileira, para alta de 2,22%, aos 116.549 pontos. Foi o melhor desempenho dos negócios desde 19 de fevereiro, quando o pregão fechou aos 118.430 pontos. O Ibovespa fechou nesta terça-feira, 16, com queda de 0,72%, aos 114.018 pontos.
O avanço da inflação a partir do último trimestre de 2020 e o salto para 5,2% nos 12 meses encerrados em fevereiro, encostando no teto da meta de 5,25% perseguido pelo Banco Central, gera consenso entre os analistas de alta na Selic ao fim do encontro desta quarta-feira, o primeiro movimento para cima em quase seis anos. Opiniões conservadores estimam mudança dos atuais 2% — o menor valor da história —, para 2,25%, enquanto estimativas mais arrojadas enxergam a taxa dos juros básicos da economia brasileira em 2,75%. Economistas e entidades consultadas pela autoridade monetária nacional projetam a Selic a 4,5% até o fim do ano, segundo dados divulgados pelo Boletim Focus nesta segunda-feira, 15.
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