Dólar tem forte alta e fecha em R$ 5,28 com espera pelo BC e ida de Pelosi a Taiwan
O dólar teve uma forte valorização. de 1,96% frente ao real nesta terça, 2, e fechou o dia cotado a R$ 5,28 – na segunda, 1º, estava em R$ 5,17. A moeda norte-americana foi bastante beneficiada pela aversão ao risco crescente ao longo do dia, impulsionada pela viagem da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, o que elevou a tensão entre o país dela e a China. Taiwan é uma ilha autogovernada, mas que é considerada pelo governo de Pequim como uma província rebelde de seu território. À tarde, integrantes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), indicaram que a instituição deve manter os juros em nível elevado por algum tempo para conter a inflação nos EUA, o que também ajudou a fortalecer o dólar. A divisa americana se fortaleceu tanto perante as de países emergentes quanto em frente às de países desenvolvidos. Um fator interno é a espera pela decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa de juros Selic, que deve ser divulgada nesta quarta, 2. A expectativa é de um aumento de 0,5 ponto percentual, que leve a taxa para o patamar de 13,75% ao ano.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, teve uma sessão volátil, mas fechou em alta de 1,11%, com 103.362 pontos, ao contrário da tendência de queda das Bolsas internacionais. Entre as americanas, S&P 500 recuou 0,67%, Dow Jones perdeu 1,23%, e Nasdaq teve queda de 0,16%, afetadas pela aversão ao risco. Já o Ibovespa foi ajudado pela alta do minério de ferro, diante da expectativa de uma melhora das margens das usinas siderúrgicas chinesas, o que poderia estimular uma maior demanda pela commodity. O movimento puxou para cima os papéis da Vale e de empresas siderúrgicas, como Gerdau e Usiminas. Bancos como Bradesco, Itaú e Banco do Brasil também tiveram altas em suas ações e ajudaram o índice geral a subir.
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