Elon Musk assume cargo na direção do Twitter e fala em ‘melhorias significativas’ nos próximos meses
O bilionário Elon Musk vai assumir um cargo no conselho de direção do Twitter após comprar 9,2% das ações da rede social. A informação foi revelada nesta terça-feira, 5, por documentos da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) e confirmada pelo CEO da empresa, Parag Agrawal, que afirmou ter mantido conversas com Musk nas últimas semanas. “Ele é um adepto apaixonado e um intenso crítico do sistema, que é exatamente o que nós precisamos no Twitter e no quadro de direção para nos manter fortes no longo prazo”, escreveu o CEO. Em resposta, Musk afirmou que está “ansioso” para “fazer melhorias significativas no Twitter nos próximos meses”. Na véspera, Musk havia questionado aos seus mais de 80 milhões de seguidores no Twitter se eles queriam um botão de edição. Uma das marcas da rede social é não permitir que mensagens publicadas sejam alteradas pelos usuários.
Looking forward to working with Parag & Twitter board to make significant improvements to Twitter in coming months!
— Elon Musk (@elonmusk) April 5, 2022
A entrada de Musk na direção levou a um novo movimento de valorização das ações do Twitter na Nasdaq. Os papéis registravam alta de 4,5% no início desta tarde, negociados na casa de US$ 52. As ações da rede social dispararam 26% nesta segunda-feira, 4, após a confirmação de que o sul-africano havia se tornado o maior acionista ao adquirir 9,2% da empresa. Segundo documentos da SEC, o fundador e CEO da Tesla e da SpaceX adquiriu 73,5 milhões de ações. O negócio foi estimado em US$ 2,89 bilhões, de acordo com o valor de fechamento das ações na sexta-feira, 1º.
Do you want an edit button?
— Elon Musk (@elonmusk) April 5, 2022
O movimento ocorreu duas semanas depois de Musk criticar a política interna do Twitter sobre os conteúdos publicados na rede. “Dado que o Twitter serve como a praça pública de fato, não aderir aos princípios da liberdade de expressão prejudica fundamentalmente a democracia. O que deveria ser feito?”, questionou na rede social no dia 26 de março. Na sequência, o bilionário indagou se uma nova plataforma deveria ser criada. Musk ainda fez uma enquete na rede social questionando se o Twitter promovia a liberdade de expressão e afirmou que “as consequências da pesquisa seriam muito importantes”. O levantamento encerrou com 70,4% dos votantes afirmando que a rede social não seguia rigorosamente o princípio do livre discurso.
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